Especiais
Assembleia Geral da ONU aprova em peso implementação de tréguas imediatas
120 in favor
— United Nations (@UN) October 27, 2023
14 against
45 abstentions
Countries adopt resolution calling for immediate & sustained humanitarian truce in the Middle East during an Emergency Special Session of #UNGA. https://t.co/XjKyOXQqu8 pic.twitter.com/nDh3Qj3MtV
A Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida de emergência sobre o conflito entre Israel e o Hamas, apelou à implementação imediata de tréguas na Faixa de Gaza sob ataque de Israel e resposta constante do Hamas, e exigiu o acesso da ajuda e a proteção de civis no enclave.
Uma resolução neste sentido não é vinculativa mas carrega peso político e demonstra o alinhamento dos Estados. Apresentada pela Jordânia, foi aprovada por 120 votos, incluindo de Portugal. Registaram-se 45 abstenções [incluindo a Ucrânia, o Canadá, a Albânia ou Cabo Verde] e 14 votos contra, incluindo entre estes Israel e Estados Unidos, Áustria ou Hungria.
O voto da Assembleia Geral segue-se a quatro tentativas do Conselho de Segurança tentar sem sucesso por quatro ocasiões fazer passar uma resolução sobre o conflito.
A resolução apela a uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada" em Gaza e à rescisão da ordem de Israel para deslocação da população para o sul do enclave.
O projeto de resolução foi apresentado pela Jordânia, e copatrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU.
Uma emenda proposta pelo Canadá, e contou com o apoio de dezenas de países, entre eles de Portugal, Estados Unidos ou Reino Unido, que condena inequivocamente os ataques terroristas do Hamas de 07 de outubro e que apela à imediata e incondicional libertação dos reféns, foi também colocada a votação, mas não foi aprovada, uma vez que não recebeu votos favoráveis de dois terços dos Estados-membros (recebeu 88 votos a favor, 55 contra e 23 abstenções).
Esta emenda surgiu na sequência de duras críticas lançadas na quinta-feira pelo embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, que criticou o facto de o texto da Jordânia não ter uma única referência aos ataques do Hamas. Também os Estados Unidos haviam criticado o facto de o projeto da Jordânia não usar a palavra "reféns".
O projeto de resolução foi apresentado pela Jordânia, e copatrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU.
Uma emenda proposta pelo Canadá, e contou com o apoio de dezenas de países, entre eles de Portugal, Estados Unidos ou Reino Unido, que condena inequivocamente os ataques terroristas do Hamas de 07 de outubro e que apela à imediata e incondicional libertação dos reféns, foi também colocada a votação, mas não foi aprovada, uma vez que não recebeu votos favoráveis de dois terços dos Estados-membros (recebeu 88 votos a favor, 55 contra e 23 abstenções).
Esta emenda surgiu na sequência de duras críticas lançadas na quinta-feira pelo embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, que criticou o facto de o texto da Jordânia não ter uma única referência aos ataques do Hamas. Também os Estados Unidos haviam criticado o facto de o projeto da Jordânia não usar a palavra "reféns".