Em direto
António José Seguro toma posse como Presidente da República

Ataques israelitas tornam inoperacionais aeroportos na Síria

Ataques israelitas tornam inoperacionais aeroportos na Síria

Bombardeamentos israelitas visaram dois aeroportos de Damasco e da cidade de Alepo, no norte, tornando-os inoperacionais, anunciaram fontes militares sírias.

RTP /

Foram os primeiros ataques de Israel a solo sírio desde os ataques do Hamas. A Força Aérea israelita realiza regularmente bombardeamentos na Síria sobre o que designa como caravanas iranianas de abastecimento dos grupos palestinianos e libaneses anti-israelitas.

A fonte militar síria afirmou que os ataques se deram "em simultâneo", tendo sido realizados "pelo inimigo, Israel". Os bombardeamentos "atingiram as pistas dos dois aeroportos, tornando-os inoperacionais".

Israel não comentou os ataques, que poderão ser preventivos para o caso da Síria, cujo Governo é aliado do Irão, decidir intervir num eventual alastrar do conflito desencadeado pelo Hamas e lançar ataques aéreos contra alvos israelitas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria condenou os bombardeamentos, acusando em comunicado Israel de "tentativa de exportar a crise".

O ministro sírio dos Transportes confirmou que os voos estão a ser desviados para o aeroporto de Lataquia, no oeste do país. 

A Organização das Nações Unidas alertou que o serviço aéreo de ajuda humanitária à Síria será "temporariamente suspenso" em consequência da inoperacionalidade dos aeroportos atingidos.

A diplomacia da Rússia, aliada do Irão na defesa do executivo sírio à contestação islamita sunita armada, insurgiu-se contra os ataques israelitas, que considerou "uma violação flagrante de soberania" do país "e das normas de direito internacional".

Os ataques coincidiram com o início de uma visita ao Iraque do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, horas depois de uma chamada telefónica do presidente iraniano Ebrahim Raïssi aos seu homólogo sírio, Bashar al-Assad.

Raïssi pediu "aos países muçulmanos e árabes" para "se coordenarem" de forma a "por fim aos crimes" de Israel. Amir-Abdollahian, que acusou hoje Israel de "querer realizar um genocídio" na Faixa de Gaza, deverá visitar ainda a Síria e o Líbano.

O Irão é o maior aliado do Hamas, organização islamita palestiniana que jurou matar todos os judeus e destruir o Estado de Israel.

Aproximações recentes israelo-árabes, diplomáticas e económicas, e o retomar das relações entre a Arábia Saudita e o Irão poderão estar em perigo após o ataque do Hamas, sábado passado.
PUB