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Base das Lajes "não está na ordem do dia"

Base das Lajes "não está na ordem do dia"

RTP /

O ministro dos Negócios Estrangeiros sustentou esta sexta-feira que a utilização da base das Lajes por parte da Força Aérea dos Estados Unidos no ataque ao Irão "não está na ordem do dia".

Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação pública de um selo evocativo dos 40 anos da entrada de Portugal na então CEE, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, Paulo Rangel respondeu à questão sobre se o acordo com os Estados Unidos ainda é válido.

Vários analistas consideraram que um dos pressupostos da utilização da Base das Lajes é a de ser usada apenas em caso de defesa, pelo que podia haver uma reavaliação da posição do Governo português. O chefe da diplomacia portuguesa desdramatiza: "Sinceramente, nem sei a que propósito é que se põe essa questão, porque isso não é matéria que esteja na ordem do dia".

"A sua pergunta parte de pressupostos errados, lamento dizer-lhe, mas parte porque, de facto, o enquadramento do acordo prevê justamente este tipo de situação, no número 4 do artigo 1.º do acordo técnico que está lá previsto", respondeu a uma jornalista.

"Nós fomos, aliás, patrocinadores da resolução 2817 do Conselho de Segurança, que foi aprovada na quarta-feira, que condena o Irão pelos ataques a Estados Terceiros. Foi adiantada pelo Bahrein e teve o patrocínio de Portugal. Aliás, teve mais de 126 patrocinadores, uma coisa que julgo que até nem tinha nenhum histórico igual, ou muito dificilmente haverá precedentes iguais, no âmbito das Nações Unidas. Toda a matéria relativa a este conflito já foi devidamente explicada, está claríssima do meu ponto de vista. Depois, claro, que há pessoas que concordam, pessoas que discordam. Agora, os fundamentos jurídicos são à prova de bala", acrescentou.

c/ Lusa
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