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BE acusa Governo de escolher ajudar o lado dos senhorios e fundos imobiliários
O coordenador do Bloco de Esquerda acusou hoje o Governo de, na revisão do regime do arrendamento, escolher e ajudar o lado dos senhorios e fundos imobiliários, em vez das famílias que "estão com a corda à volta do pescoço".
José Manuel Pureza, que falava à comunicação social na sede do Bloco de Esquerda em Coimbra, reagia à proposta de autorização legislativa do Governo para rever o regime de arrendamento urbano, que é discutida hoje no Parlamento e que propõe contratos mais flexíveis e despejos mais céleres.
Para o coordenador nacional do Bloco de Esquerda, o Governo faz "exatamente o oposto" daquilo que seria indicado na crise da habitação, com o pedido de autorização legislativa a comportar "um conjunto de soluções que agravam o problema" no setor.
"O Governo escolhe ajudar um lado. Esse lado é o lado de quem está numa posição mais favorável, sejam os senhorios, sejam os fundos imobiliários que fazem da habitação um ativo financeiro, em vez daquelas pessoas para as quais o direito à habitação é um direito de sobrevivência na vida", disse.
Segundo José Manuel Pureza, a política do Governo para a habitação "é um naufrágio em câmara lenta", não apresentando uma "medida para baixar os preços das casas, para responder à crise estrutural do mercado de habitação".
Ao invés, criticou, o executivo liderado por Luís Montenegro avança com medidas que implicam "o fim ao limite no aumento das rendas" e facilitação dos despejos "das famílias que já estão com a corda à volta do pescoço".
O coordenador do Bloco de Esquerda recordou que a renda mediana de um T2 novo em Lisboa chegou aos 1.617 euros, ao mesmo tempo que o Governo garantiu um desconto de IRS para senhorios que cubram até 2.300 euros por mês.
Para o coordenador nacional do Bloco de Esquerda, o Governo faz "exatamente o oposto" daquilo que seria indicado na crise da habitação, com o pedido de autorização legislativa a comportar "um conjunto de soluções que agravam o problema" no setor.
"O Governo escolhe ajudar um lado. Esse lado é o lado de quem está numa posição mais favorável, sejam os senhorios, sejam os fundos imobiliários que fazem da habitação um ativo financeiro, em vez daquelas pessoas para as quais o direito à habitação é um direito de sobrevivência na vida", disse.
Segundo José Manuel Pureza, a política do Governo para a habitação "é um naufrágio em câmara lenta", não apresentando uma "medida para baixar os preços das casas, para responder à crise estrutural do mercado de habitação".
Ao invés, criticou, o executivo liderado por Luís Montenegro avança com medidas que implicam "o fim ao limite no aumento das rendas" e facilitação dos despejos "das famílias que já estão com a corda à volta do pescoço".
O coordenador do Bloco de Esquerda recordou que a renda mediana de um T2 novo em Lisboa chegou aos 1.617 euros, ao mesmo tempo que o Governo garantiu um desconto de IRS para senhorios que cubram até 2.300 euros por mês.