Caso de Pedro Nuno Santos. Chega critica "hipocrisia" da esquerda, IL quer soluções para problemas do país

RTP /

Sobre a averiguação preventiva à compra de casas por parte do líder socialista, André Ventura considera que o “caso é diferente” do de Luís Montenegro. Contudo, o líder do Chega reconhece que “não deixa de gerar uma certa apreensão que as pessoas vejam os políticos a comprar património desta forma”.

“Podemos ter políticos ricos”, comentou. “Não podemos é ter políticos que compram imóveis de forma estranha, num país da OCDE onde é mais difícil aceder à Habitação”.

Para Ventura, os políticos podem ter património e até vida profissional. Não podem “é enriquecer quando estão no exercício de funções públicas, porque isso não é possível”. E o problema maior, na sua opinião, é que parece que os políticos “são todos iguais”.

O presidente do Chega acrescentou ainda que assistiu a um “zig-zag da esquerda” que, segundo André Ventura, parece achar que o caso de Pedro Nuno Santos “não é assim tão grave” comparando com o do primeiro-ministro.

“Se queremos ser levados a sério, onde há fundos suspeitos tem de ser até ao fim. Seja de esquerda, de direita, liberal, do Chega. Tem de ser até ao fim”, rematou, acusando a esquerda de “hipocrisia”.

Já o Iniciativa Liberal acredita que Pedro Nuno Santos deve “ter um critério de exigência consigo próprio” semelhante ao que pôs noutras questões. Mas Rui Rocha acha que é mais importante “focar nos problemas do país”, independentemente destas circunstâncias.

“Pedro Nuno Santos deve prestar esclarecimentos”, aponta o líder liberal, acrescentando que “os problemas ainda aí estão”.

“A saúde, a educação, a habitação, o poder de compra dos portugueses é o mesmo com esses casos ou sem esses casos. Devemos preocupar-nos com as soluções”.
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