Críticas da oposição. Costa diz que "todos saberão quem falou verdade" daqui a um ano

RTP /

Dando início ao debate, António Costa condenou as acusações da direita, no ano passado, e garantiu que os portugueses vão saber quem falou a verdade no futuro.

“Há um ano, neste debate orçamental, o grande tema da oposição era a acusação de que o Governo queria fazer um corte nas pensões”, começou por dizer o primeiro-ministro, acrescentando que o Governo “rebateu e garantiu que nunca estaria em cima da mesa qualquer corte de pensões”.

Contudo, António Costa diz que “a oposição insistiu na acusação ao Governo e até espalhou por todo o país vários cartazes”, dizendo que o corte de mil milhões seria “permanente”.

Mas um ano depois, continuou, “os pensionistas conhecem bem a verdade”.

“Não, não existiu nenhum corte nas suas pensões”, afirmou, recordando que o Governo prestou ainda “um apoio extraordinário correspondente a 25 por cento do valor anual da sua pensão”.

“Um ano depois, todos sabemos quem falou a verdade e quem só quis assustar os pensionistas”.

No debate orçamental deste ano, a oposição “quer de novo assustar os portugueses, (…) anunciando aumentos estratosféricos” do Imposto Único de Circulação, acusou ainda. Mas, “daqui a um ano todos saberão quem falou verdade”.

Segundo António Costa, os cidadãos só vão pagar “no máximo” mais 25 euros, ao longo do próximo ano.

“A oposição não quer discutir a valorização dos salários e das pensões, não quer discutir a redução do IRS, não quer discutir o aumento das prestações sociais, não quer discutir o reforço do investimento público e não quer discutir os bons resultados económicos e bons resultados orçamentais”, disse ainda.

Perante os deputados, o primeiro-ministro procurou destacar que, no próximo ano, o salário mínimo “cresce 840 euros, os trabalhadores da administração pública têm um aumento de pelo menos 728 euros e os jovens trabalhadores licenciados ou mestres começam a receber o prémio salarial de 679 ou 1500 euros,”.

“A pensão média aumenta 476 euros, cada criança recebe mais 264 euros de abono de família e, por todas estas razões, a oposição não quer falar sobre salários, pensões ou prestações sociais e prefere falar de um aumento máximo de 25 euros do IUC”, criticou.

Ainda dirigindo-se às bancadas dos partidos à direita do PS, António Costa declarou: “Por mais que inventem, por mais que queiram desconversar, a verdade é que este é mais um orçamento que aumenta os rendimentos dos trabalhadores, dos jovens, dos pensionistas, de todas as famílias portuguesas”.
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