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Debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República

Debate arranca com PCP. Raimundo elogia "dotes de bailarino" do primeiro-ministro mas Montenegro diz dançar mal

Debate arranca com PCP. Raimundo elogia "dotes de bailarino" do primeiro-ministro mas Montenegro diz dançar mal

Paulo Raimundo quis saber se os lucros da Galp estão a contribuir para enfrentar os aumentos dos combustíveis.

RTP / Adicionar como fonte informativa

Coube ao PCP, através de Paulo Raimundo, a primeira pergunta do debate cujo tema principal foi o Orçamento apresentado esta quinta-feira.

O deputado perguntou ao primeiro-ministro se os "1300 milhões de euros de lucros da Galp devem ou não contribuir para enfrentar os aumentos dos combustíveis e do gás."

"Não só devem como estão a contribuir", respondeu de seguida Montengro.

O Primeiro-ministro fez questão de referir que o deputado quase que fez um pré-anuncio de que as medidas do Orçamento "são boas notícias".

Montenegro salientou que o Orçamento do Estado para 2027 "dá sequência a uma política de valorização de rendimento". E acresentou que "nos últimos dois anos, os rendimentos do portugueses cresceram quase 15 por cento", significa "dois salários mensais para cada trabalhador português."

O secretário-geral do PCP considerou que o primeiro-ministro "tem dotes de bailarino", sobretudo no "vira a três", entre PSD, PS e Chega, mas Luís Montenegro recusou e disse não ter "jeitinho nenhum" para a dança.

"Isto é um vira, vira-se para o Chega e aprova com o Chega a lei dos despejos; vira-se para o PS e aprova com o PS este Orçamento que é um frete ao capital e é uma desgraça para o país. Enquanto andamos aqui neste bailarico, vai sobrando a conta para aqueles que pagam o baile: Os trabalhadores, a juventude, os pequenos empresários, os reformados".

Logo a seguir, o primeiro-ministro ripostou: "Se há coisa para a qual não tenho jeitinho nenhum é para dançar".

Na sua intervenção, o secretário-geral do PCP acusou o primeiro-ministro de ter apresentado um Orçamento que desprotege as famílias face ao aumento do custo de vida, enquanto os grupos económicos vão beneficiar com descidas de impostos, benefícios fiscais e mais rendas.

O primeiro-ministro contrapôs que, desde 2024, os salários dos trabalhadores aumentaram 15% em termos líquidos, o que corresponde a mais dois salários. E advogou que em 920 dias que está em funções na liderança do Governo "não houve um único aumento de impostos".
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