Desmobilização discutida em assembleia geral. Tendas mantiveram-se no Rossio durante a noite

Desmobilização discutida em assembleia geral. Tendas mantiveram-se no Rossio durante a noite

RTP / Adicionar como fonte informativa

  • O movimento Acampada de Lisboa decidiu manter as tendas no Rossio durante a última noite. Contudo, está em aberto a possibilidade de desmobilização este domingo. A ativista Renata Cambra, que se tornou o rosto do acampamento, alertou para uma possível entrada da polícia no local para remover as tendas;


  • Renata Cambra propôs que as tendas fossem retiradas e que, até à próxima quarta-feira, fosse decidido outro local para o protesto. Sem consenso, a proposta acabaria por ser remetida para o plenário de delegados, que se decidiu pela permanência na praça na noite de sábado para domingo;


  • Para dos presentes na assembleia popular, constatou a agência Lusa, evocaram "muito esforço" para garantir a ocupação da praça, acrescentando que, no dia em que saíssem, o mercado de Natal seria imediatamente montado pela Câmara Municipal de Lisboa. "Nem a chuva nem as nossas vidas nos vão permitir estar muito mais tempo aqui, mas não é sair numa altura que lhes convém", clamou uma mulher a dormir no Rossio desde o início da ação;


  • Antes desta assembleia, cerca de duas centenas de pessoas estiveram quase uma hora em silêncio, sentadas no chão na Praça dos Restauradores, em protesto contra a violência policial. A vigília foi marcada pelo movimento Mães pela Acampada. Os participantes foram acompanhados por um coro, composto por membros de vários grupos. No final, as manifestantes deslocaram-se para o Rossio, onde decorria a assembleia popular, e formaram um cordão humano;


  • No Porto, o movimento de protesto tem uma cantina popular a funcionar todos os dias na Praça de D. João I e os ativistas já distribuíram mais de duas mil refeições quentes. O balanço foi feito durante a assembleia popular de sábado, na qual foi distribuída a primeira edição do "Tendão", um jornal sobre a organização do movimento. Foram também prestados cuidados médicos a mais de uma centena de pessoas, realizados 38 programas culturais, 17 debates e foram montadas 45 tendas;


  • Na assembleia popular do Porto foi aprovado por maioria "permanecer" na praça;


  • Manuel Magalhães e Silva considera que faltou bom senso ao Governo nos protestos pela habitação. O jurista e antigo conselheiro político de Jorge Sampaio considera que a sensação que fica ao país é a de que a desordem foi criada pelas autoridades;


  • A secretária de Estado da Habitação afirma que parte das reivindicações que constam da carta entregue pelos manifestantes já foi ou está a ser concretizada pelo Governo. Em entrevista ao programa Conversa Capital, da RTP Antena 1, Patrícia Gonçalves Costa avisa os partidos da oposição de que são necessários consensos.

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