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Manifestantes detidos em cargas policiais enfrentam primeiro interrogatório judicial. Coesão social sobre a mesa do Conselho de Estado

Detidos em cargas policiais ouvidos em tribunal

Detidos em cargas policiais ouvidos em tribunal

RTP / Adicionar como fonte informativa

  • Vão ser presentes a tribunal, esta segunda-feira, os 13 detidos na madrugada de domingo. Respondem por alegado crime de desobediência. A Polícia de Segurança Pública deteve seis pessoas em Lisboa e outras oito no Porto, após uma carga que provocou dezenas de feridos;


  • Os detidos no Porto vão ser presentes a tribunal já esta manhã. Em Lisboa, só são ouvidos a partir das 14h00;


  • O advogado Ricardo Sá Fernandes, um dos representantes dos manifestantes em Lisboa, anunciou a apresentação de uma queixa-crime contra ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o diretor nacional da PSP, Pedro Moura, contestando a legalidade do recurso à força;


  • Centenas de pessoas voltaram a concentrar-se no Rossio pelo direito à habitação. As primeiras horas do protesto foram marcadas pelo convívio e pela música, com canções de intervenção. Durante a manifestação ocorreu o rebentamento de um petardo, com os manifestantes a perseguirem o suspeito, que se escondeu numa cadeia de fast food;


  • Um porta-Voz do movimento Acampada de Lisboa afirmou, ao início da noite de domingo, que o suspeito do rebentamento do petardo seria um agente das forças de segurança;


  • A PSP veio, no entanto, negar que o suspeito do rebentamento de um petardo seja um polícia. A força de segurança indicou ter identificado um homem de 41 anos que foi perseguido por manifestantes. O suspeito negou ser o responsável e alegou que fugiu porque foi perseguido;


  • O rebentamento foi reportado pelas 22h00, três horas depois de nova assembleia popular, quando centenas de pessoas ainda estavam concentradas na Praça do Rossio;


  • A PSP chegou também a multar os condutores que passavam pela Praça do Rossio e bunizavam em solidariedade com os manifestantes;


  • No Porto, centenas de pessoas voltaram a sair às ruas. O percurso dos protestos fez-se entre a baixa do Porto e a Câmara Municipal. Os manifestantes chegaram a montar uma dezena tendas, cerca das 22h30, na Praça de D. João I. Pelas 4h30 desta segunda-feira,após uma conversa com a polícia, os manifestantes removeram as tendas;


  • O Sindicato dos Jornalistas entrega esta segunda-feira na Provedoria de Justiça uma queixa contra a PSP. Em causa está a alegada intimidação e agressão a jornalistas na cobertura dos protestos pela habitação. Em comunicado, a estrutura sindical condenou o comportamento das forças de segurança para com um repórter de imagem no Porto;


  • O presidente da República falou com os presidentes das câmaras de Lisboa e Porto, depois da intervenção da polícia durante a madrugada de domingo. Fonte da Presidência confirmou que a Casa Civil contactou os autarcas e admitiu uma reunião para breve. Durante durante a manhã de domingo, António José Seguro falou também com o primeiro-ministro e a provedora de Justiça. O chefe de Estado pediu esclarecimentos detalhados sobre as intervenções policiais;


  • O ministro da Administração Interna lamentou as imagens das cargas policiais, mas voltou a defender a actuação da polícia. Luís Neves sustentou que a intervenção não resultou de uma decisão política e sublinhou, uma vez mais, que a PSP dispõe de "autonomia técnica, tática e operacional";


  • O PS quer ouvir com urgência, no Parlamento, o titular da pasta da Administração Interna. E o Livre exige mesmo a demissão de Luís Neves. Só as forças políticas da direita defenderam a atuação da polícia;


  • O Conselho de Estado reúne-se esta segunda-feira com o tema da coesão social sobre a mesa. A reunião é a segunda convocada por António José Seguro desde que assumiu a Presidência da República. Está marcada para as 15h00 no Palácio de Belém.
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