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5 de Outubro. Cerimónia do Dia da Implantação da República na Câmara Municipal de Lisboa

Dia da Implantação da República assinalado na Câmara Municipal de Lisboa

Dia da Implantação da República assinalado na Câmara Municipal de Lisboa

RTP / Adicionar como fonte informativa

António José Seguro discursa esta segunda-feira pela primeira vez enquanto chefe de Estado na cerimónia de aniversário da Implantação da República, na Praça do Município, em Lisboa. A intervenção do presidente da República será precedida pelo discurso do presidente da Câmara da capital, Carlos Moedas.Na antecâmara dos discursos, vai ser hasteada a bandeira portuguesa na varanda do Salão Nobre dos Paços do Concelho, num momento acompanhado pelo hino nacional.


Nesta sessão solene, no Largo do Município, com início previsto para as 10h30, vão estar presentes o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, bem como representantes dos partidos.

Desde a tomada de posse, Seguro tem muiltiplicado os apelos à moderação e a um caminho de convergência.

Na semana passada, diante do Conselho da Europa, em Estrasburgo, o presidente exortou à "vigilância" e à "determinação" perante "correntes extremistas". António José Seguro alertou contra "tentativas de retroceder em direitos", o "desprezo pelo Direito Internacional" e a "crescente incerteza geopolítica".

"A história ensina-nos que a democracia pode perder-se, que direitos que pareciam definitivos podem ser retirados, que aquilo que julgávamos impossível pode tornar-se realidade. Por isso, deixo uma mensagem muito clara, em particular às novas gerações: a democracia não está garantida", fez notar o presidente português.No último discurso em cerimónias oficiais, por ocasião do Dia de Portugal, o presidente da República fez a apologia do que definiu como "palavras do meio", que "se abrem como convite ao diálogo", em "tempos de trincheiras", contra "o vírus da polarização".


A Causa Real preparou, por sua vez, um comunicado a propósito do 5 de Outubro, sustentando que a Implantação da República foi contrária aos desejos dos portugueses.

A associação monárquica considera que a experiência republicana demonstrou fragilidade e governos efémeros e apela a que, em sede de revisão da Constituição, seja retirado artigo que impõe um Governo republicano.

c/ Lusa
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