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"Dirijo-me a todos os portugueses". António José Seguro diz que segunda volta é para escolher "caminho que queremos para o país"

"Dirijo-me a todos os portugueses". António José Seguro diz que segunda volta é para escolher "caminho que queremos para o país"

RTP /

Como disse Freitas do Amaral há 40 anos, na primeira volta “escolhe-se” e na segunda volta das eleições elimina-se. E para António José Seguro as eleições de dia 8 de fevereiro não são apenas para escolher o presidente da República mas também o “caminho é que nós queremos ter para o nosso país”. 

“Cada eleição é uma eleição", reconheceu. "E aquilo que tenho recolhido são bastantes apoios de todos os quadrantes partidos, e de pessoas que nunca se envolveram na política, e que reconhecem na minha candidatura as características que um presidente da República deve ter – com experiência, com moderação, que quer cuidar do sistema naquilo que está bem, mudar o muito que é necessário”.

“Não se trata apenas de escolher o presidente, mas escolher que caminho é que nós queremos ter para o nosso país. Eu defendo uma sociedade que valoriza todos os seres humanos, que não faz discriminações. Venho para unir”.

Se for eleito, Seguro quer ser um presidente que “dialoga”, porque “em democracia o diálogo é importante”. 

Durante as campanhas, e evitando os ataques do adversário André Ventura, António José Seguro quase não se refere aos termos “socialista” ou “socialismo”. O candidato garantiu que as palavras não o queimam e que as pessoas sabem quais são as origens políticas dela. 

“Sou defensor acérimo da liberdade, da economia de mercado, do Estado social, da Justiça social, de uma sociedade que prospera mas que não deixa ninguém para trás”.

“Eu dirijo-me a todos os portugueses. E é por isso que tenho apoios quer da esquerda, quer da direita, quer de pessoas que não se enquadram em quadrante nenhum”.

O papel do chefe de Estado, sublinhou, é “de união, de garantir representação da nossa identidade dentro do plurarismo que nós temos”.
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