Estados Unidos exortam Israel a optar por "operações de baixa intensidade"

RTP /

  • A Turquia recebeu mais 102 palestinianos que vão receber tratamento médico no país. Um avião militar turco transportou doentes que estavam internados em hospitais bombardeados por Israel e também feridos em ataques. Trata-se de habitantes de Gaza que vão agora ser tratados nos hospitais de Ancara. As autoridades turcas já acolheram centenas de palestinianos;

  • As autoridades israelitas afiançam, oficialmente, que não tencionam ocupar a Faixa de Gaza depois da contraofensiva. A guerra perdura há mais de 70 dias;

  • Israel está a ser acusado pelas organizações de defesa dos Direitos Humanos, nomeadamente a Human Rights Watch, de usar a fome em Gaza como uma arma de guerra;

  • O secretário da Defesa dos Estados Unidos, que se avistou na segunda-feira com a cúpula do Governo israelita, adiantou ter defendido junto dos interlocutores uma guerra mais "cirúrgica" na Faixa de Gaza. Em Telavive, Lloyd Austin reiterou o apoio de Washington ao Estado hebraico, mas fez também a apologia de "operações de baixa intensidade";

  • O Conselho de Segurança das Nações Unidas poderá votar esta terça-feira a nova moção em defesa de uma trégua na Faixa de Gaza. A votação, que deveria ter ocorrido na segunda-feira, foi adiada numa tentativa de evitar novo veto norte-americano. As agências internacionais dão conta de uma revisão do texto que deverá substituir a expressão "cessar-fogo" pela "suspensão" das hostilidades;

  • O Hamas divulgou, na última noite, um vídeo que mostra três idosos israelitas levados como reféns no ataque de 7 de outubro. O exército israelita considerou as imagens "desprezíveis";

  • A ofensiva levada a cabo pelo movimento radical palestiniano a 7 de outubro fez 1.200 mortos. O último balanço do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza aponta para mais de 19.400 mortos e 52 mil feridos na contraofensiva de Israel.
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