Exames nacionais. "Reconheça que o processo foi mal-feito", exige Livre

Exames nacionais. "Reconheça que o processo foi mal-feito", exige Livre

RTP / Adicionar como fonte informativa

Isabel Mendes Lopes assume a intervenção do Livre com críticas severas ao processo de digitalização dos exames, exigindo "uma palavra" para toda a comunidade escolar".

A deputada considera que esta crise nos exames é um exemplo de tudo o que tem feito o Governo, que não responde às preocupações dos cidadãos, da Saúde à Habitação e à falta de medidas contra a violência doméstica.

"É uma enorme falta de confiança no sistema de exames nacionais, o que é totalmente imperdoável. E em cima deste caos, que era absolutamente desnecessário, houver sobre o exoproblema que o próprio criou, com toda a gente à volta estiver a exagerar no extremo que isto efetivamente é, e ainda daí ao lado de dizer que as profissões não podem resistência ao processo", afirma.

"Senhor primeiro-ministro, há uma atitude aqui a ter, é reconhecer que o processo foi mal feito, foi imprudente avançar para esta digitalização em quase todos os exames sem ter o sistema confiável e pedir desculpa, dar uma palavra que não deu neste discurso aos estudantes e às famílias e a toda a comunidade escolar", desafia.

O "problema" é que, "o caos dos exames é apenas um sintoma mais visível, é apenas um sintoma mais visível dessa sua reforma do Estado. Esta reforma do Estado está a ser feita sem ouvir as pessoas, sem conhecer o terreno, sem perceber o trabalho que está para trás e como é que as coisas têm sido dobradas e são conduzidas", acusa a deputada do Livre.

Isabel Mendes Lopes acusa ainda Montenegro de querer avançar com a revisão da Constituição, desafiando-o a comprometer-se a não a fazer "durante esta legislatura" que tem data prevista para terminar em 2029..

A deputada do Livre aponta um tema que considera estar a assombrar a discussão, o processo de revisão constitucional, cuja entrega de projetos está suspensa até dezembro, a pedido do PSD e Chega.

Isabel Mendes Lopes afirma que "mesmo depois da extrema-direita se ter amedrontado com a luta dos trabalhadores" e de ter "tirado o tapete" ao Governo chumbando o pacote laboral, o primeiro-ministro continua "a querer rever a Constituição com quem a quer esventrar".

"Quer mesmo deixar o país na dúvida de que contrapartidas estão a ser negociadas em troca da revisão constitucional, senhor primeiro-ministro?", questiona.
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