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Exército israelita tomou de assalto mais um hospital em Gaza
O hospital Al-Ahli Arab, um dos últimos ainda em atividade no norte de Gaza, deixou hoje de funcionar após um assalto pelo Exército israelita.
A informação foi avançada à agência France Presse pelo diretor da unidade hospitalar, Fadel Naim.
"A intrusão do Exército de ocupação colocou o hospital fora de serviço. Não podemos receber doentes, nem feridos", disse.
"A intrusão do Exército de ocupação colocou o hospital fora de serviço. Não podemos receber doentes, nem feridos", disse.
De acordo com o responsável, o Exército israelita iniciou o cerco ao hospital na segunda-feira. Deteve vários médicos, enfermeiros e feridos.
"Vendaram-nos e amarraram-nos. Devido às cordas ficámos com feridas nas mãos. Ficámos amarrados durante mais de nove horas, ao frio. Torturaram quem quiseram. Ouvíamos gritos quando tínhamos os olhos vendados. Não sabíamos o que nos ia acontecer, se seriamos mortos ou se iríamos sobreviver", declarou o enfermeiro Mohamad Araj à France Presse após ter sido libertado.
O Al-Ahli Arab, também conhecido por hospital Baptista, já tinha sido danificado por uma explosão no seu parque em 17 de outubro. Na altura, o Hamas atribuiu este ataque a um disparo israelita. Telavive desmentiu e adiantou ter-se tratado de um ataque da Jihad islâmica que falhou o alvo.