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Ferreira do Zêzere estima prejuízos superiores a 200 ME
O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere estimou hoje prejuízos superiores a 200 milhões de euros devido ao mau tempo e lamentou que ainda haja "cerca de 25%" da população sem energia elétrica desde a depressão Kristin.
"Diria que 200 milhões de euros não será suficiente para conseguir compensar todos os estragos que o concelho tem", afirmou Bruno Gomes (PS), referindo que Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, tem "85% das habitações com estragos", além de danos em empresas e infraestruturas públicas, como escolas, centros de saúde e centros culturais.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere disse que, passados 17 dias desde a depressão Kristin, que ocorreu a 28 de janeiro, ainda há "cerca de 25%" da população do concelho que continua sem energia elétrica, num universo total de perto de 8.000 habitantes, sendo que, nos primeiros dias, a totalidade da comunidade ficou sem luz.
"Dezassete dias sem energia, sem televisão, sem frigorífico, sem arca leva a que as pessoas tenham também aqui um desespero emocional e mental muito, muito grande", realçou o autarca, sublinhando que o abastecimento de energia elétrica "é algo obrigatório para ter condições de habitabilidade dignas".
Referindo que esta situação de desespero provoca traumas, bem como "um sentimento de injustiça muito, muito grande", Bruno Gomes destacou a necessidade de apoio psicológico às populações afetadas.
O autarca do PS considerou que há um sentimento de "abandono" do território de Ferreira do Zêzere relativamente à resolução dos problemas provocados pelas recentes intempéries e, ressalvando que compreende as limitações e a dimensão dos danos, afirmou que é preciso "mais equipas".
"Não tenho sentido esse reforço, não tenho sentido essa capacidade maior para resolver estas situações", expôs, referindo que "a E-Redes e as operadoras, particularmente a Meo, não estão a conseguir corresponder àquilo que são as expectativas da comunidade".
Sem dispor de uma previsão de quando é que o problema no abastecimento de energia elétrica e nas comunicações estará resolvido, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere defendeu que há um conjunto de entidades e valências que não podem sair da esfera do Estado "ou então tem de haver obrigatoriedade para que as empresas que agora são privadas tenham uma capacidade de resposta maior".
"Tenho postes, já tinha anteriormente, de fibra a caírem por estarem podres", denunciou, manifestando-se "muito descontente" com a operadora Meo, por considerar que, desde que foi vendida à Altice, perdeu a qualidade de serviço.
"Se cometesse um conjunto de erros que foram cometidos ao longo destes 17 dias, era muito provável que não ganhasse nas próximas eleições. E esta exigência que a comunidade tem para com os autarcas tem de existir também para com as entidades e para com o Governo central. E espero bem que tenhamos a capacidade para fazer essa avaliação, essa ponderação e essa constatação, porque se não vamos andar, anos após anos, a chorar todos os dias, sem termos efetivas melhorias", afirmou, reforçando que o concelho de Ferreira do Zêzere precisa de mais equipas empenhadas na resposta aos problemas causados pelo mau tempo.
Sobre a existência de "85% das habitações com estragos", o autarca indicou que a maior parte das intervenções realizadas até ao momento são de reparação temporária e revelou que já foram submetidas 157 candidaturas de apoio à reconstrução, que somam "um montante de mais de 1 milhão de euros".
"Chegaremos aos 10 milhões, aos 15 milhões, se pensarmos que teremos 5.500 habitações" a necessitar de obras, perspetivou Bruno Gomes, ressalvando que nem todas as casas têm seguros ou o seguro não paga a totalidade dos prejuízos.
Quantos à estimativa de prejuízos globais no concelho, o autarca disse que não tem ainda uma real e específica noção dos montantes, mas adiantou que "nunca ficarão abaixo dos 200 milhões de euros, 150 milhões de euros".
Sobre os estragos nas empresas, nomeadamente na produção de ovos, sendo que Ferreira do Zêzere é considerada a capital do ovo em Portugal, o município estima que na perda produtiva haja "mais de 100 milhões de euros de prejuízo", além dos danos em pavilhões de galinhas.
O autarca destacou ainda estragos em infraestruturas públicas, nomeadamente escolas, cineteatro, centros de saúde e centros culturais, em que se estima "vários milhões de euros" em danos, assim como em "muitas vias" rodoviárias que tiveram "graves prejuízos" por queda de taludes ou árvores.
Lusa
"Diria que 200 milhões de euros não será suficiente para conseguir compensar todos os estragos que o concelho tem", afirmou Bruno Gomes (PS), referindo que Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, tem "85% das habitações com estragos", além de danos em empresas e infraestruturas públicas, como escolas, centros de saúde e centros culturais.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere disse que, passados 17 dias desde a depressão Kristin, que ocorreu a 28 de janeiro, ainda há "cerca de 25%" da população do concelho que continua sem energia elétrica, num universo total de perto de 8.000 habitantes, sendo que, nos primeiros dias, a totalidade da comunidade ficou sem luz.
"Dezassete dias sem energia, sem televisão, sem frigorífico, sem arca leva a que as pessoas tenham também aqui um desespero emocional e mental muito, muito grande", realçou o autarca, sublinhando que o abastecimento de energia elétrica "é algo obrigatório para ter condições de habitabilidade dignas".
Referindo que esta situação de desespero provoca traumas, bem como "um sentimento de injustiça muito, muito grande", Bruno Gomes destacou a necessidade de apoio psicológico às populações afetadas.
O autarca do PS considerou que há um sentimento de "abandono" do território de Ferreira do Zêzere relativamente à resolução dos problemas provocados pelas recentes intempéries e, ressalvando que compreende as limitações e a dimensão dos danos, afirmou que é preciso "mais equipas".
"Não tenho sentido esse reforço, não tenho sentido essa capacidade maior para resolver estas situações", expôs, referindo que "a E-Redes e as operadoras, particularmente a Meo, não estão a conseguir corresponder àquilo que são as expectativas da comunidade".
Sem dispor de uma previsão de quando é que o problema no abastecimento de energia elétrica e nas comunicações estará resolvido, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere defendeu que há um conjunto de entidades e valências que não podem sair da esfera do Estado "ou então tem de haver obrigatoriedade para que as empresas que agora são privadas tenham uma capacidade de resposta maior".
"Tenho postes, já tinha anteriormente, de fibra a caírem por estarem podres", denunciou, manifestando-se "muito descontente" com a operadora Meo, por considerar que, desde que foi vendida à Altice, perdeu a qualidade de serviço.
"Se cometesse um conjunto de erros que foram cometidos ao longo destes 17 dias, era muito provável que não ganhasse nas próximas eleições. E esta exigência que a comunidade tem para com os autarcas tem de existir também para com as entidades e para com o Governo central. E espero bem que tenhamos a capacidade para fazer essa avaliação, essa ponderação e essa constatação, porque se não vamos andar, anos após anos, a chorar todos os dias, sem termos efetivas melhorias", afirmou, reforçando que o concelho de Ferreira do Zêzere precisa de mais equipas empenhadas na resposta aos problemas causados pelo mau tempo.
Sobre a existência de "85% das habitações com estragos", o autarca indicou que a maior parte das intervenções realizadas até ao momento são de reparação temporária e revelou que já foram submetidas 157 candidaturas de apoio à reconstrução, que somam "um montante de mais de 1 milhão de euros".
"Chegaremos aos 10 milhões, aos 15 milhões, se pensarmos que teremos 5.500 habitações" a necessitar de obras, perspetivou Bruno Gomes, ressalvando que nem todas as casas têm seguros ou o seguro não paga a totalidade dos prejuízos.
Quantos à estimativa de prejuízos globais no concelho, o autarca disse que não tem ainda uma real e específica noção dos montantes, mas adiantou que "nunca ficarão abaixo dos 200 milhões de euros, 150 milhões de euros".
Sobre os estragos nas empresas, nomeadamente na produção de ovos, sendo que Ferreira do Zêzere é considerada a capital do ovo em Portugal, o município estima que na perda produtiva haja "mais de 100 milhões de euros de prejuízo", além dos danos em pavilhões de galinhas.
O autarca destacou ainda estragos em infraestruturas públicas, nomeadamente escolas, cineteatro, centros de saúde e centros culturais, em que se estima "vários milhões de euros" em danos, assim como em "muitas vias" rodoviárias que tiveram "graves prejuízos" por queda de taludes ou árvores.
Lusa