Filho do xá pronto para liderar "assim que a República Islâmica caia"

Filho do xá pronto para liderar "assim que a República Islâmica caia"

RTP /

O filho exilado do último xá do Irão, Reza Pahlavi, declarou hoje que está pronto para liderar o país "assim que a República Islâmica caia", quando passam duas semanas desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Pahlavi, que reside nos Estados Unidos, indicou que está a trabalhar para selecionar indivíduos, tanto dentro como fora do Irão, para fazerem parte do que chamou um sistema de transição.

"Indivíduos competentes, tanto dentro como fora do país, foram identificados e avaliados para liderar as várias componentes do sistema de transição", afirmou.

Reza Pahlavi, que não regressa ao Irão desde a revolução de 1979 que derrubou a monarquia, lidera um dos muitos movimentos de oposição com base no estrangeiro e ganhou destaque internacional durante os movimentos de protesto no Irão, que atingiram o seu auge em janeiro.

Pahlavi referiu que o processo de seleção dos membros do órgão de transição estava a ser liderado por Saeed Ghasseminejad, conselheiro-chefe para assuntos iranianos do `think tank` norte-americano Fundação para a Defesa das Democracias e acérrimo opositor da República Islâmica.

"O sistema de transição, sob a minha liderança, estará pronto para assumir o governo do país assim que a República Islâmica caia e, o mais rapidamente possível, estabelecer a ordem, a segurança, a liberdade e as condições para a prosperidade e o florescimento do Irão", acrescentou Pahlavi na sua mensagem, publicada em persa e inglês.

O filho do último xá ainda não conseguiu porém o apoio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nunca se encontrou oficialmente com ele e expressou repetidamente ceticismo sobre a sua capacidade para liderar o país.

"Estão a falar do filho do xá... mas ele não está lá [no Irão] há muitos, muitos anos", afirmou Donald Trump recentemente.

O líder da Casa Branca aludiu também ao cenário de uma solução interna inspirada na Venezuela, onde as forças norte-americanas capturaram em janeiro o Presidente Nicolás Maduro, que foi substituído pela sua vice, Delcy Rodríguez.

"Gosto da ideia de uma solução interna porque funciona bem; acho que já o provámos na Venezuela", referiu.

Lusa
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