Em direto
António José Seguro toma posse como Presidente da República

Governo britânico "atento aos riscos" económicos de guerra no Médio Oriente

Governo britânico "atento aos riscos" económicos de guerra no Médio Oriente

RTP /

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou hoje estar "atento aos riscos" económicos decorrentes do conflito no Médio Oriente devido à subida acentuada dos preços dos hidrocarbonetos, que suscita receios de uma crise grave.

"Quanto mais tempo durar, maior será o risco de impacto na nossa economia, na vida de todos e em todas as empresas", afirmou, durante uma visita a um centro comunitário em Londres, dizendo que está "atento aos riscos" relacionados com esta guerra, que entrou hoje no décimo dia.

Starmer acrescentou que a ministra das Finanças, Rachel Reeves, "está em contacto diário com o Banco de Inglaterra para garantir que nos mantemos um passo à frente", estimando que o preço máximo dos preços da energia, em vigor até junho, deverá proteger os consumidores a curto prazo.

Reeves deverá participar hoje numa reunião dos ministros das Finanças do G7, que podem decidir recorrer às reservas estratégicas de petróleo para tentar atenuar a subida do preço do barril, consequência da guerra no Médio Oriente.

Keir Starmer afirmou, no entanto, que a economia e as finanças britânicas estavam "mais resilientes" do que no início da guerra na Ucrânia, que fez também disparar os preços da energia em 2022.

O chefe do executivo britânico também comentou as relações com a Casa Branca, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, o ter atacado várias vezes, criticando nomeadamente a recusa de Londres em autorizar os Estados Unidos a utilizar as bases militares britânicas para conduzir os ataques iniciais contra o Irão.

"As conversas com os nossos homólogos americanos decorrem a todos os níveis, constantemente, todos os dias. É a própria natureza da relação" entre Londres e Washington, assegurou Keir Starmer, que falou por telefone no domingo com o Presidente norte-americano, pela primeira vez desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

No entanto, ele reafirmou que "as decisões relativas ao interesse superior do Reino Unido são decisões que cabem ao primeiro-ministro britânico".
PUB