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Governo libanês nomeia novo representante nas negociações com Israel, rejeitando influência iraniana
Ao anunciar Simon Karam, antigo embaixador dos EUA, como representante do Líbano nas negociações com Israel, o presidente libanês, Josef Aoun, fez questão de salientar que era o único representante do Líbano e que não haveria substituto.
Uma referência à tentativa de Teerão de ligar o Líbano ao conflito regional mais amplo.
O governo iraniano afirmou de início que não haveria cessar-fogo entre EUA, Israel e Irão se não houvesse também um cessar-fogo no Líbano.
Há quem, no Líbano, considerem esta uma boa ideia principalmente a guerrilha xiita apoiada pelo Irão, o Hezbollah, e os seus apoiantes, sob pretexto de reforçar a influência do governo do Líbano nas negociações com Israel. Tecnicamente, o Líbano não é parte no conflito.
Mas há muitos outros, incluindo o primeiro-ministro Nawaf Salam, que vêem esta tentativa do Irão de condicionar o futuro do Líbano, e qualquer paz, qualquer cessar-fogo, como um ataque à soberania libanesa.
A nomeação de Karam é também uma espécie de separação entre os processos e garantia de que, se as coisas correrem mal entre os EUA, Israel e Irão, e esta relação se romper, a guerra também não recomeçará imediatamente no Líbano.