Hamas apela mundo a "agir imediatamente" para fazer cessar os ataques de Israel em Gaza

RTP /

O apelo coincide com o agravamento da intensidade dos bombardeamentos israelitas e quando o Tsahal anunciou a expansão das operações terrestres para esta noite. 

"Pedimos aos países árabes e muçulmanos e à comunidade internacional que assumam as suas responsabilidades e ajam imediatamente para pôr fim aos crimes e massacres contra o nosso povo", afirmou o movimento islâmico palestiniano em comunicado.

O Exército israelita realizou hoje intensos bombardeamentos, sem precedentes desde o início da guerra, no norte da Faixa de Gaza, particularmente na cidade de Gaza, com o grupo islamita Hamas a anunciar que as comunicações e a Internet foram cortadas na Faixa de Gaza, após o início dos ataques israelitas que começaram há poucas horas. 

O Exército israelita já admitiu a intensificação dos seus ataques "de forma muito significativa" contra o Hamas. "Continuaremos a atacar a cidade de Gaza e os seus arredores", informou o porta-voz do Exército israelita, Daniel Hagari, numa declaração televisiva. 

As forças militares do grupo islamita disseram estar a responder "aos massacres contra civis" com disparos de "salvos de foguetes contra as terras ocupadas".

"Salvos de foguetes em direção às terras ocupadas em resposta aos massacres contra civis" palestinianos, anunciaram as brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço militar do Hamas, na rede social Telegram. De acordo com os `media` israelitas, esses foguetes foram enviados contra Telavive, contra localidades no centro de Israel e no norte da Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel. 

Ao início do dia, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, tinha dito a um grupo restrito de jornalistas estrangeiros que o seu país esperava realizar em breve uma intensa ofensiva terrestre em Gaza. 

O ministro admitiu que essa operação poderá "durar muito tempo", já que implica desmantelar uma vasta rede de túneis do Hamas, acrescentando que espera uma longa fase de combates de menor intensidade, quando Israel tiver destruído os focos de resistência.

 Os comentários de Gallant apontavam para uma nova fase da guerra potencialmente prolongada, após três semanas de bombardeamentos implacáveis. 

O Governo de Israel tem reiterado a intenção de esmagar o domínio do Hamas em Gaza e a sua capacidade de ameaçar Israel. O grupo islamita palestiniano, apoiado pelo Irão, jurou destruir Israel. com Lusa
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