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Impasse em Lisboa? Nova assembleia popular marcada para o final da tarde
- Está a ganhar forma um braço-de-ferro entre a Câmara Municipal da capital e o movimento Acampada de Lisboa. O autarca, Carlos Moedas, exige que as tendas dos manifestantes sejam removidas da Praça do Rossio, local onde pretende instalar o mercado de Natal, e determinou mesmo que a manifestação se desloque, em alternativa, para o Largo de São Domingos, a Praça de Martim Moniz ou os Restauradores;
- A ativista Renata Cambra, autorizada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa a montar uma tenda, denunciou entretanto que a Polícia Municipal esteve no Rossio para pedir a retirada das tendas. Recorde-se que a manifestante está autorizada por decisão judicial a permanecer no Rossio até 24 de novembro, dia da votação do Orçamento do Estado para 2027;
- Renata Cambra defende a anulação do despacho do presidente da Câmara Municipal de Lisboa;
- Um porta-voz dos ativistas em Lisboa adiantou que foram convidados vários sindicatos para a assembleia popular que está prevista para as 19h00 deste sábado. Foi também aprovada uma ação de protesto durante a Web Summit, cujos contonos estão ainda por definir;
- Os manifestantes continuam a reivindicar a reversão da nova lei do arrendamento, um travão à compra de habitação por parte dos fundos imobiliários e tetos "verdadeiramente acessíveis" para as rendas;
- A maioria dos manifestantes detidos em Lisboa decidiu ir a julgamento. Mais de 80 respondem por alegado crime de desobediência, mas ainda está em aberto a possibilidade de o processo ser arquivado pelo Ministério Público;
- Por causa da chuva, a Acampada do Porto ergueu na sexta-feira, na Praça de D. João I, uma lona suportada por cabos de aço e quatro tendas de apoio logístico;
- O presidente da República afirmou que, "quando há vontade política, há resultados". António José Seguro reagiu assim à falta de acordo entre os partidos sobre a habitação. O chefe de Estado aguarda resultados concretos, reiterando o apelo ao diálogo. PS e PSD trocam acusações de intransigência;
- O Governo mostra-se disposto a transferir para as autarquias a gestão de quase meio milhar de imóveis que podem servir para habitação acessível e fins culturais e sociais. O Ministério das Finanças indicou que foi enviada uma carta aos municípios com a identificação do património público imobiliário. Cabe agora às autarquias analisar os imóveis disponíveis na referida listagem e sinalizar, até 31 de dezembro, aqueles que pretendem colocar ao dispor da população.