Líder da oposição israelita avisa para risco de "catástrofe de segurança"

Líder da oposição israelita avisa para risco de "catástrofe de segurança"

RTP /

Yair Lapid acusou hoje o Governo chefiado por Benjamin Netanyahu de conduzir o país para uma "catástrofe de segurança" devido à escassez de tropas para várias frentes militares "sem estratégia".

Numa declaração transmitida pela televisão, o líder da oposição acusou o executivo de enviar o exército para "combater em múltiplas frentes sem estratégia, sem os recursos necessários e com um número muito reduzido de soldados".

As forças armadas israelitas estão envolvidas desde 28 de fevereiro, na ofensiva contra o Irão lançada em conjunto com os Estados Unidos.

As operações militares de Israel alargaram-se entretanto contra movimento xiita pró-iraniano Hezbollah no vizinho Líbano.

"Os nossos pilotos, os nossos combatentes estão a escrever capítulos gloriosos na história do Estado de Israel... Mas as Forças de Defesa de Israel estão a ser levadas ao limite", alertou o político israelita, criticando o Governo de deixar "o exército ferido, abandonado no campo de batalha".

Segundo a imprensa israelita, Yaer Lapid salientou "dez sinais de alerta" que disse terem sido levantados pelo comandante do exército, Eyal Zamir, numa reunião com o executivo, dos quais concluiu que as forças armadas podem entrar em colapso em breve devido às crescentes exigências operacionais e à escassez de pessoal.

"Desta vez, o Governo não poderá dizer: `Eu não sabia`. Este é o chefe do Estado-Maior que nomearam, e não poderão politizá-lo e transferir a culpa para ele", comentou, reforçando que Benjamin Netanyahu não poderá dizer que não é responsável.

Israel deverá realizar eleições este ano para os 120 lugares no Knesset (parlamento), nas quais Netanyahu joga o futuro político e do Governo de coligação, que tem sobrevivido graças a frágeis alianças que incluem forças de extrema-direita.

Yair Lapid, líder do partido centrista e liberal Yesh Atid (Há um Futuro) pediu também ao Governo que "pare com a cobardia" e "suspenda imediatamente todo o financiamento aos desertores ultraortodoxos".
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