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Montenegro avisa que PTRR não vai ser "um leilão para dizer que sim a tudo"
O primeiro-ministro avisou hoje que o futuro programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR) não vai ser "um leilão para dizer sim a tudo", admitindo que pode ser necessário recorrer a financiamento "a boas taxas de juro".
Luís Montenegro respondia ao líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, na fase final do debate quinzenal, o primeiro desde as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram 18 mortes em Portugal e provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
Depois de ter anunciado que o Conselho de Ministros vai apresentar na sexta-feira as linhas gerais deste programa, o líder da bancada do PSD pediu mais detalhes ao primeiro-ministro, que nunca falou em valores, reiterando que conta com a colaboração de todos os atores políticos e não políticos para o seu desenho final.
"Todos são bem-vindos e todos são precisos para reerguer Portugal", disse.
Sobre o programa em concreto, reiterou que o PTRR estará concentrado em ultrapassar as consequências do mau tempo que atingiu o país nas últimas semanas, mas também na transformação do país, deixando um aviso.
"Nós não temos meios ilimitados, temos saldos orçamentais com superávite, estamos preparados financeiramente para podermos ser financiados, se for o caso, a boas taxas de juro para não onerarmos as famílias e as empresas", afirmou, dizendo que tal decorre da "estabilidade económica e orçamental dos últimos anos".
O primeiro-ministro sublinhou, contudo, que "as coisas têm custos e os financiamentos têm que ser pagos".
"Nós temos de gerir bem aquilo que é de todos e, portanto, isto não pode ser um leilão agora para dizer que sim a tudo. Tem de ser um exercício maduro, um exercício de responsabilidade, um exercício de visão do futuro, para transformarmos o país e sairmos daqui melhores, daqui mais capacitados para enfrentar estas adversidades, mas também para termos uma economia forte", afirmou.
Lusa
Luís Montenegro respondia ao líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, na fase final do debate quinzenal, o primeiro desde as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram 18 mortes em Portugal e provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
Depois de ter anunciado que o Conselho de Ministros vai apresentar na sexta-feira as linhas gerais deste programa, o líder da bancada do PSD pediu mais detalhes ao primeiro-ministro, que nunca falou em valores, reiterando que conta com a colaboração de todos os atores políticos e não políticos para o seu desenho final.
"Todos são bem-vindos e todos são precisos para reerguer Portugal", disse.
Sobre o programa em concreto, reiterou que o PTRR estará concentrado em ultrapassar as consequências do mau tempo que atingiu o país nas últimas semanas, mas também na transformação do país, deixando um aviso.
"Nós não temos meios ilimitados, temos saldos orçamentais com superávite, estamos preparados financeiramente para podermos ser financiados, se for o caso, a boas taxas de juro para não onerarmos as famílias e as empresas", afirmou, dizendo que tal decorre da "estabilidade económica e orçamental dos últimos anos".
O primeiro-ministro sublinhou, contudo, que "as coisas têm custos e os financiamentos têm que ser pagos".
"Nós temos de gerir bem aquilo que é de todos e, portanto, isto não pode ser um leilão agora para dizer que sim a tudo. Tem de ser um exercício maduro, um exercício de responsabilidade, um exercício de visão do futuro, para transformarmos o país e sairmos daqui melhores, daqui mais capacitados para enfrentar estas adversidades, mas também para termos uma economia forte", afirmou.
Lusa