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Netanyahu. "Cada membro do Hamas é um homem morto"
O primeiro-ministro de Israel ameaçou diretamente cada militante do grupo palestiniano Hamas, afirmando que cada um deles "é um homem morto".
Benjamin Netanyahu conseguiu esta quarta-feira formar um governo de emergência nacional com o principal líder da oposição, Benny Gantz.
Ao anunciar o acordo, durante um primeiro discurso solene em conjunto com membros do seu gabinete de guerra formado no início do dia, o primeiro-ministro de Israel afirmou que "pusemos da lado todas as outras considerações pelos cidadãos de Israel".
Netanyahu anunciou ainda, numa alocução transmitida pela televisão nacional, que Israel passou à ofensiva.
"Cada membro do Hamas é um homem morto", garantiu, voltando a considerar que o Hamas agiu de forma pior do que o Estado Islâmico, apontando provas de que os seus membros decapitaram pessoas, violaram mulheres e queimaram vivos cidadãos de Israel.
"O Hamas é o Daesh [grupo do Estado
Islâmico] e vamos esmagá-los e destruí-los como o mundo destruiu o
Daesh", acrescentou.
Netanyahu considerou ainda que o apoio dos EUA é "crítico" para a luta de Israel.
Já Benny Gantz, ao lado de Netanyahu e do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que "há um tempo para a paz e um tempo para a guerra. Este é o tempo para a guerra".
"O Estado de Israel enfrenta um dos seus momentos mais difíceis", com as
suas "famílias que foram assassinadas e sequestradas por um inimigo
impiedoso que deve ser eliminado", afirmou.
"Neste momento somos todos soldados de Israel", acrescentou. "Estarmos aqui juntos, ombro a ombro, é uma mensagem para os nossos inimigos e, mais importante ainda, é uma mensagem para todos os cidadãos de Israel".
"Estamos todos aqui juntos, estamos todos mobilizados", garantiu.
Yoav Gallant assegurou por seu lado que o Hamas "desaparecerá da Terra". "Não aceitaremos que crianças e bebés israelitas sejam assassinados e tudo continue como sempre", vincou.
Segundo o acordo de governo de emergência, o Governo não aprovará qualquer legislação ou decisão que não esteja relacionada com a guerra, enquanto os combates continuarem.
Segundo o acordo de governo de emergência, o Governo não aprovará qualquer legislação ou decisão que não esteja relacionada com a guerra, enquanto os combates continuarem.
com Lusa