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Noruega considera que Israel pode ter violado o direito internacional
A Noruega acredita que Israel poderá ter violado o direito internacional no bombardeamento da Faixa de Gaza, que arrasou bairros e matou milhares de palestinianos, afirmou o ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros.
Espen Barth Eide afirmou, em entrevista à Reuters que, embora Oslo apoie o direito de autodefesa de Israel, o direito humanitário deve ser respeitado, o que implica distinguir entre combatentes e civis e garantir que os ataques militares são proporcionais para evitar danos excessivos aos civis e às infraestruturas civis.
"Acreditamos que houve casos em que esta proporcionalidade e esta distinção não foram totalmente respeitadas", afirmou, falando nos Emirados Árabes Unidos.
A embaixada de Israel em Abu Dhabi não fez comentários imediatos, mas o país afirma que as suas forças não têm como alvo os civis.
"O que estamos a ver em Gaza é uma situação humanitária terrivelmente dramática", afirmou Barth Eide.
Para o chefe da diplomacia da Noruega, “isto não é apenas importante do ponto de vista jurídico, é também importante porque chegará um momento em que teremos de procurar soluções políticas”.
"Temos de voltar à questão fundamental do que fazer em relação ao conflito israelo-palestiniano."
A solução de dois Estados prevista nos Acordos de Oslo é a única solução, afirmou. A Noruega também condenou os ataques do Hamas.
Calcula-se que cerca de 200 cidadãos noruegueses estejam retidos em Gaza e não possam sair devido ao bloqueio.
Espen Barth Eide afirmou, em entrevista à Reuters que, embora Oslo apoie o direito de autodefesa de Israel, o direito humanitário deve ser respeitado, o que implica distinguir entre combatentes e civis e garantir que os ataques militares são proporcionais para evitar danos excessivos aos civis e às infraestruturas civis.
"Acreditamos que houve casos em que esta proporcionalidade e esta distinção não foram totalmente respeitadas", afirmou, falando nos Emirados Árabes Unidos.
A embaixada de Israel em Abu Dhabi não fez comentários imediatos, mas o país afirma que as suas forças não têm como alvo os civis.
A Noruega serviu de facilitador nas conversações de 1992-1993 entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), que conduziram aos Acordos de Oslo em 1993. Desde então, tem estado envolvida como presidente do grupo de doadores que coordena a assistência internacional aos territórios palestinianos.
Para o chefe da diplomacia da Noruega, “isto não é apenas importante do ponto de vista jurídico, é também importante porque chegará um momento em que teremos de procurar soluções políticas”.
"Temos de voltar à questão fundamental do que fazer em relação ao conflito israelo-palestiniano."
A solução de dois Estados prevista nos Acordos de Oslo é a única solução, afirmou. A Noruega também condenou os ataques do Hamas.
Calcula-se que cerca de 200 cidadãos noruegueses estejam retidos em Gaza e não possam sair devido ao bloqueio.