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OIM ajuda migrantes a abandonar o Irão
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou em Genebra, na sexta-feira, que está a assistir os migrantes que regressam a casa vindos do Irão e que recebeu pedidos de ajuda para centenas de pessoas presas pela guerra.
Segundo a OIM, os migrantes no Irão são particularmente vulneráveis no meio dos intensos bombardeamentos e deslocações em massa, sem contar com as estruturas de apoio disponíveis para os cidadãos iranianos.
A OIM afirmou estar pronta "para auxiliar os migrantes e outros cidadãos de países terceiros apanhados pela crise".
"Já ajudámos os migrantes a regressar a casa vindos do Irão", afirmou David John, diretor de Deslocamento e Reinstalação de Migrantes da OIM, aos jornalistas.
A OIM está a receber centenas de pedidos, um número que aumenta diariamente, sublinhou, sem especificar as nacionalidades daqueles que recebem ou solicitam assistência.
De acordo com David John, os pedidos de assistência poderão em breve atingir os "milhares".
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) informou na quinta-feira que 3,2 milhões de iranianos foram deslocados internamente no Irão desde o início da guerra entre o país e Israel e os Estados Unidos.
Ayaki Ito, diretor da Divisão de Apoio a Emergências e Programas do ACNUR, abordou também a situação dos refugiados no Irão. "As famílias de refugiados acolhidas no país, a maioria delas afegãs, também são afetadas. A sua situação precária e as limitadas redes de apoio tornam-nas particularmente vulneráveis", enfatizou em comunicado.
O Irão alberga o maior número de refugiados do mundo e tem uma população migrante significativa, incluindo milhões de afegãos e centenas de milhares de iraquianos, segundo a ONU.
O responsável da Organização Internacional para as Migrações salientou que as operações de evacuação são dispendiosas.
"Continuamos confiantes na nossa capacidade de facilitar o repatriamento e a evacuação dos migrantes, caso tenhamos os recursos necessários para o fazer", afirmou.
Evacuar 200 pessoas custaria entre 600 mil e 700 mil dólares, afirmou.
Os trabalhadores migrantes estão entre as vítimas civis no Irão, o que sublinha “a necessidade urgente de fornecer soluções de repatriamento seguras e organizadas”, disse Salvador Gutierrez, chefe da missão da OIM no Irão, em comunicado.
A OIM foi também contactada pelas embaixadas no Líbano, país fortemente afetado pelos bombardeamentos israelitas, que necessitam de assistência para a evacuação dos seus cidadãos.
“Nesta fase, o foco principal é ajudar a preparar uma possível evacuação, em vez de atender a pedidos diretos”, disse Mathieu Luciano, chefe da missão da OIM no Líbano, aos jornalistas em Genebra, falando a partir de Beirute.
De acordo com as estimativas da OIM, “pelo menos 30 mil migrantes estão atualmente deslocados”, dos cerca de 200 mil que vivem no Líbano.
Segundo o ACNUR, mais de 94 mil sírios residentes no Líbano atravessaram a fronteira para a Síria, juntamente com 10 mil libaneses.
Segundo a OIM, os migrantes no Irão são particularmente vulneráveis no meio dos intensos bombardeamentos e deslocações em massa, sem contar com as estruturas de apoio disponíveis para os cidadãos iranianos.
A OIM afirmou estar pronta "para auxiliar os migrantes e outros cidadãos de países terceiros apanhados pela crise".
"Já ajudámos os migrantes a regressar a casa vindos do Irão", afirmou David John, diretor de Deslocamento e Reinstalação de Migrantes da OIM, aos jornalistas.
A OIM está a receber centenas de pedidos, um número que aumenta diariamente, sublinhou, sem especificar as nacionalidades daqueles que recebem ou solicitam assistência.
De acordo com David John, os pedidos de assistência poderão em breve atingir os "milhares".
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) informou na quinta-feira que 3,2 milhões de iranianos foram deslocados internamente no Irão desde o início da guerra entre o país e Israel e os Estados Unidos.
Ayaki Ito, diretor da Divisão de Apoio a Emergências e Programas do ACNUR, abordou também a situação dos refugiados no Irão. "As famílias de refugiados acolhidas no país, a maioria delas afegãs, também são afetadas. A sua situação precária e as limitadas redes de apoio tornam-nas particularmente vulneráveis", enfatizou em comunicado.
O Irão alberga o maior número de refugiados do mundo e tem uma população migrante significativa, incluindo milhões de afegãos e centenas de milhares de iraquianos, segundo a ONU.
O responsável da Organização Internacional para as Migrações salientou que as operações de evacuação são dispendiosas.
"Continuamos confiantes na nossa capacidade de facilitar o repatriamento e a evacuação dos migrantes, caso tenhamos os recursos necessários para o fazer", afirmou.
Evacuar 200 pessoas custaria entre 600 mil e 700 mil dólares, afirmou.
Os trabalhadores migrantes estão entre as vítimas civis no Irão, o que sublinha “a necessidade urgente de fornecer soluções de repatriamento seguras e organizadas”, disse Salvador Gutierrez, chefe da missão da OIM no Irão, em comunicado.
A OIM foi também contactada pelas embaixadas no Líbano, país fortemente afetado pelos bombardeamentos israelitas, que necessitam de assistência para a evacuação dos seus cidadãos.
“Nesta fase, o foco principal é ajudar a preparar uma possível evacuação, em vez de atender a pedidos diretos”, disse Mathieu Luciano, chefe da missão da OIM no Líbano, aos jornalistas em Genebra, falando a partir de Beirute.
De acordo com as estimativas da OIM, “pelo menos 30 mil migrantes estão atualmente deslocados”, dos cerca de 200 mil que vivem no Líbano.
Segundo o ACNUR, mais de 94 mil sírios residentes no Líbano atravessaram a fronteira para a Síria, juntamente com 10 mil libaneses.