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Palestinianos pedem ao TPI que investigue "crimes de guerra de Israel"
Três grupos palestinianos de Direitos Humanos – Al Haq, Al Mezan e a Campanha dos Direitos Humanos da Palestina – disseram ter pedido ao Tribunal Penal Internacional para investigar Israel, acusando-o de cometer crimes de guerra, incluindo genocídio, bombardeando e sitiando a Faixa de Gaza.
Israel não é membro do tribunal sediado na Haia e não reconhece a sua jurisdição. Telavive afirmou anteriormente que as alegações de genocídio são deploráveis e que as suas ações visam militantes do grupo Hamas, que governa Gaza, e não civis.
Instado a comentar o assunto, um porta-voz do Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros disse que "Israel também está a recolher provas de crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos pelo Hamas a 7 de outubro e após, incluindo o uso de civis como escudos humanos (em Gaza)".
Os três grupos de Direitos Humanos fizeram saber que pediram ao TPI –que já indicou ter recebido a comunicação daqueles grupos e que avaliaria as informações – que se concentrasse nos ataques aéreos israelitas em áreas civis densamente povoadas de Gaza, no cerco ao território e na deslocação da população.
"Estas ações constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo genocídio e incitamento ao genocídio", afirmaram numa declaração conjunta à imprensa.