Pedro Alves e Pedro Pinto explicam os motivos

RTP /

Os deputados Pedro Alves do PCP e Pedro Pinto do Chega explicaram os motivos que leva os dois partidos a votarem contra o Orçamento do Estado para 2023.


Pedro Alves explicou as palavras do secretário-geral do partido que acusou o orçamento de ser uma propaganda ardilosa. “Apresenta-se como um orçamento de prudência e responsabilidade, mas aquilo que na prática se vê é que é o contrário da prudência”.

“Quando se deixam investimentos por fazer, como aconteceu ao longo dos últimos anos, se deixou investimento público por executar. Isso significa menores condições nas escolas, no Serviço Nacional de Saúde. Isso significa que no futuro se vai pagar caro todos esses investimentos que não foram feitos no momento certo”, esclareceu.

Para o deputado comunista é um orçamento “que é forte com os fracos e fraco com os fortes” e dá como exemplo o caso da habitação “em que o governo não tem nenhuma medida que coloque a banca a suportar os custos do aumento dos lucros e que agora anunciou que vai por fim ao travão do aumento das rendas. Medida que aliás teve o apoio do PSD, do Chega e da Iniciativa Liberal, que concordaram com esta medida que vai aumentar as rendas de forma muito significativa”.

Pedro Alves acusa ainda o governo de “não ter em conta as principais preocupações da população”.

O deputado considerou ainda que a preocupação do governo com a incerteza internacional “não pode ser justificação para as medidas que foram anunciadas”.
Orçamento "não serve interesses do país"
Questionado pela RTP se o Chega considera o Orçamento do Estado “propaganda ardilosa”, Pedro Pinto afirmou que o OE2024 “claramente não serve os interesses do país, não responde ao interesse dos portugueses, não tem nenhuma matéria para o futuro de Portugal”.

“Têm sido sempre Orçamentos hábeis”, critica o deputado do Chega, referindo-se aos Orçamentos do Estados dos anos anteriores, inclusive os das legislaturas em que o PCP no Parlamento o Governo.

O objetivo deste Orçamento, reforçou Pedro Pinto, “é enganar a população” e que, o que importar dizer, é que “os impostos vão aumentar, o custo de vida vai aumentar”.

“Era isto que gostaríamos que o Governo assumisse: este Orçamento vai prejudicar a vida dos portugueses. Esta é a realidade”, acrescentou. “Este Governo quer ter os cofres cheios e o povo na miséria e prova disso é que há quase quatro milhões de pessoas no limiar da pobreza”.

Sobre o contexto internacional, o deputado do Chega disse que “são desculpas”.

“Têm sido Orçamentos de desculpas”, mencionando as situações sociais e económicas derivadas da pandemia da covid-19 e a guerra na Ucrânia.

“Há sempre uma desculpa para não baixar os impostos aos portugueses”, apontou.

Questionado se o Chega irá apresentar propostas na especialidade, Pedro Pinto garantiu que o partido “vai fazer o seu trabalho” e dizer que “este é um mau Orçamento” e apresentar “muitas propostas”.

Sem detalhar quantas propostas de alteração ao OE2024 o Chega vai apresentar, o deputado referiu questões como o IUC e o IMI.

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