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Pedro Duarte diz aguardar resposta do Movimento pela Habitação sobre reunião com autarquia

Pedro Duarte diz aguardar resposta do Movimento pela Habitação sobre reunião com autarquia

RTP / Adicionar como fonte informativa

O presidente da Câmara do Porto disse estar a aguardar uma resposta dos manifestantes quanto a uma reunião e aproveitou para criticar “circos mediáticos” e “manobras de diversão” de “alguns extremistas mais radicais”.

“Não recebemos ainda nenhuma resposta do movimento à nossa sugestão de uma reunião. Eu estou com seriedade a querer resolver o problema da habitação. É para isso apenas que quero ouvir os manifestantes: é para olharmos para o problema concreto da habitação, ou outros que queiram trazer, nomeadamente o aumento do custo de vida”, declarou esta manhã aos jornalistas.

“Eu não contribuo para circos mediáticos nem para manobras de diversão que alguns extremistas mais radicais que eventualmente possam estar a liderar este movimento queiram deturpar aquilo que é uma causa justa e que eu sinto que é defendida por muita gente na cidade e no país”, acrescentou.

Sobre a ação policial, o autarca disse ter informação de que “decorreu tudo dentro de uma normalidade que deve ser saudada” e vincou que “a normalidade democrática, digamos assim, está reposta na cidade do Porto”.

"O direito à manifestação mantém-se intacto, como sempre esteve", assegurou, salientando que a retirada dos manifestantes decorreu "de forma ordeira e que estes acataram as ordens das autoridades".

O autarca afirmou ainda não reconhecer legitimidade democrática às assembleias populares, "ou algo parecido com isso", referindo que estas não fazem parte do quadro constitucional português.

Sobre a carga policial na madrugada de quinta-feira, afirmou ter confiança nas autoridades, mas salientou que estão a decorrer inquéritos para apurar o sucedido.

"A polícia tem que se sujeitar a isso", disse, acrescentando que não lhe cabe julgar a atuação policial, uma vez que não tutela a PSP e não esteve presente.

Pedro Duarte reiterou que "o objetivo da Câmara é garantir que a praça permaneça um espaço público acessível a todos", sublinhando que a forma como foi realizada a retirada dos manifestantes "não é da responsabilidade direta do município".

c/ Lusa
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