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Porto, Coimbra e Lisboa. Cidades na rota de manifestação nacional
- Estão convocadas concentrações e marchas, durante a manhã, no Porto e em Coimbra. O protesto estende-se a várias cidades e à tarde concentra-se em Lisboa;
- No Porto, o protesto tem início na Praça da Batalha e segue até à Praça D. João I, onde há já uma semana decorrem protestos pelo direito à habitação. Na última madrugada, os manifestantes decidiram não passar a noite no local, alegando falta de condições, mas regressam este sábado;
- Sob o mote "Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!", foram então convocadas pela CGTP manifestações, a partir das 10h30, para o Porto e em Coimbra. Em Lisboa, a Intersindical promove uma manifestação à tarde, a partir das 14h30, com início no Cais do Sodré e término no Rossio;
- Ouvido pela agência Lusa, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que as manifestações visam que cada pessoa que "sente as dificuldades do dia-a-dia", perante o "brutal aumento" dos preços da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar, e que "sente os serviços públicos a desagradarem-se", se faça "ouvir" e tenha "a oportunidade de lutar contra a política em curso";
- Em Lisboa são esperadas milhares de pessoas. O presidente da Câmara da capital, Carlos Moedas, fala de uma causa justa, mas deixa avisa que os protestos devem decorrer dentro da lei;
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, negou na sexta-feira ter acusado os manifestantes do Porto de egoísmo e queixou-se de ameaças, referindo-se a um vídeo onde se apela a um ataque à sua casa. O Movimento pela Habitação veio já distanciar-se das ameaças, apelando à serenidade e a que os protestos sejam levados a cabo de forma pacífica;
- A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu entretanto um processo de averiguações sobre a carga policial da última semana na Praça D. joão I, no Porto. A RTP apurou que a PSP identificou sete pessoas;
- O líder do Chega, André Ventura, defendeu a atuação da polícia, afirmando que haveria presumíveis inflitrações extremistas na manifestação do Porto. Por sua vez, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, apelou aos manifestantes para que expressem a insatisfação com respeito pelas regras democráticas;
- Em entrevista à RTP Notícias, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, exigiu o apuramento de responsabilidades pela carga policial no Porto. Voltou ainda a associar PCP e Bloco de Esquerda à crise na habitação e alertou para o risco de as manifestações se agravarem, como aconteceu em França ou na Albânia.