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República "começa a morrer quando os cidadãos deixam de acreditar nela"
Depois de ter evocado a memória da Aristides de Sousa Mendes, o cônsul que ajudou a salvar as vidas de milhares de judeus, na II Guerra Mundial, Carlos Moedas afirmou que uma república "começa a morrer quando os cidadãos deixam de acreditar nela, quando as leis passam a ser vistas como obstáculos, quando a prudência se confunde com medo".
"O partidarismo cego, o discurso radical, a cultura de impunidade são sinais desse afastamento. A causa comum deixa de nos unir e cada um fica apenas com a sua causa", reforçou.
"Há um perigo que faz menos ruído dos que os outros: é a indiferença".
"Os romanos de que vos falei não quiseram sobreviver à república, não quiseram ter essa sobrevivência. Nós arriscamos a deixá-la enfraquecer sem sequer darmos por isso, pela abstenção, pelo cansaço, pelo encolher dos outros, e nós já conhecemos esse caminho - o caminho que nos levou ao gople de 1926".