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Manifestantes pela habitação reivindicam vitória judicial. "Protesto tem direito de acontecer nos moldes em que tem acontecido"

Seguro sublinha que direito à manifestação é "marca do regime democrático" e que "violência não faz parte da cultura democrática portuguesa"

Seguro sublinha que direito à manifestação é "marca do regime democrático" e que "violência não faz parte da cultura democrática portuguesa"

RTP / Adicionar como fonte informativa

O presidente da República voltou esta manhã a colocar a tónica no "direito constitucional" à manifestação, ressalvando ainda que a violência "não faz parte da cultura democrática portuguesa".

"Eu não vou desistir de diálogo e bom senso. É isso que tenho feito desde ontem e vou continuar a fazer durante o dia de hoje", frisou António José Seguro no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, em curtas declarações aos jornalistas, à saída do Fórum Euro-Américas.O chefe de Estado solicitou, no domingo, esclarecimentos detalhados ao Governo e à Provedoria de Justiça, depois de novas cargas policiais sobre manifestantes pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.
"Como é público, desde ontem que estou a recolher informações sobre tudo o que se passou e, sobretudo, concentrado em que se encontre vias de diálogo e bom senso para se resolver estes conflitos", recordou Seguro.

"É importante que nós possamos ter diálogo e bom senso para encontrar soluções. O direito à manifestação é um direito constitucional, é uma marca da nossa liberdade e do nosso regime democrático. A violência não faz parte da cultura democrática portuguesa. E eu não vou desistir de diálogo e bom senso", enfatizou então o presidente.
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