Especiais
Situação cada vez mais crítica em Coimbra
- Acentuou-se o risco de grandes cheias na baixa de Coimbra. O pico pode ocorrer entre as 8h00 e as 9h00 ou às 15h00. Durante a noite, o município começou a retirar das zonas de risco pessoas acamadas e sem-abrigo. Contudo, se a situação se agravar, poderão ter de ser retiradas da zona urbana nove mil pessoas;
- A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, admitiu na quinta-feira um risco acrescido de "cheia centenária", ou seja, com uma em 100 hipóteses de acontecer num ano. A autarca anunciou ainda que as escolas do concelho vão manter-se fechadas esta sexta-feira;
- Também a Universidade de Coimbra está encerrada. O reitor justifica a decisão com a necessidade de garantir a segurança;
- A reparação do troço da A1 que que ruiu em Coimbra vai demorar várias semanas. A Brisa explica que a rutura aconteceu devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo. A empresa revela que está a ser feita uma análise técnica;
- Em alternativa à A1 na região de Coimbra, os automobilistas podem optar pela A8, A17, A25 ou IC2;
- O abatimento da via aconteceu cerca de três horas depois do corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul, pelo que o colapso do viaduto não representou perigo, segundo a Brisa;
- O risco na bacia do Mondego deve-se à barragem da Aguieira. O depósito está acima dos 99 por cento, perto do limite de segurança da própria infraestrutura. O volume de armazenamento tem vindo a subir e atingiu quase 125 metros, perto do valor máximo de 126;
- A Proteção Civil registou, na quinta-feira, 678 ocorrências decorrentes do estado do tempo em Portugal continental, a maioria inundações, queda de árvores e deslizamentos de terra, que afetaram em particular a região de Coimbra;
- A circulação ferroviária continua interrompida em várias zonas. Na Linha do Sul está suspensa a ligação entre Luzianes e Amoreiras. Na linha da Beira Baixa só circulam os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. Em Coimbra, a circulação permanece suspensa nos coimboios urbanos. Verificam-se ainda cortes e condicionamentos nas linhas do Norte, Douro, Oeste, Cascais e Sintra. Os comboios de longo curso na Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, foram suspensos por razões de segurança;
- A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal e do Cais do Sodré estava, pouco antes das 6h00, interrompida;
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta que há igualmente maior risco de cheias em Lisboa, Setúbal e na Região Oeste;
- No distrito de Vila Real ocorreram centenas as derrocadas nos últimos dias;
- Em Albergaria-a-Velha, 20 pessoas tiveram de ser retiradas de casa. Neste concelho, há estradas cortadas, casas isoladas e o receio de que a ponte de Valmaior não resista ao ímpeto da água;
- Em Alcácer do Sal, a zona ribeirinha voltou a ficar inundada. Alguns comerciantes descrevem espaços em que só sobram as paredes;
- O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisa que é agora o momento de começar a fazer contas ao futuro e que a resposta às zonas afetadas vai marcar os próximos anos de governação.