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Nakba ou o "Êxodo palestiniano", 67 anos
Nakba é o termo palestiniano usado para assinalar esse dia 15 de Maio de 1948 que se seguiu à Declaração da Independência de Israel e consequente expulsão dos palestinianos das suas terras, das suas casas, da nação que acreditavam ser a sua.
O termo é tão negro, tão espesso, que inicialmente era evitado pelos palestinianos no exílio – em sua vez preferiam falar do “episódio”, “os acontecimentos”.Al-Nakbah – as traduções vão de “desastre” a “catástrofe” e “cataclisma”.
A 15 de maio de 1948 mais de 700 mil árabes palestinianos foram obrigados pelos judeus a deixar as suas casas. Lutava-se na “Guerra de 1948”.
O termo Nakbah é usado pelos palestinianos para se referirem tanto à “guerra” como ao período que se seguiu, entre dezembro de 1947 e janeiro de 1949 – um êxodo rumo aos países vizinhos: Síria Jordânia, Líbano, além da Faixa de Gaza e Cisjordânia, hoje territórios que constituem a Palestina.
Certo é que há 67 anos foi aberto um novo capítulo na região do Médio Oriente, num país que hoje é reconhecido como Israel, mas que muitos insistem ser a Palestina.
Uma das posições mais controversas sobre o assunto entre as vozes israelitas é a de Miko Peled, um ativista cuja família está ligada à criação do próprio Estado de Israel; neto de fundadores e generais israelitas, este antigo membro das forças especiais do IDF [forças armadas israelitas] vem defendendo um Estado único para israelitas e palestinianos.
O que se segue é uma entrevista concedida em março deste ano à RTP, em Lisboa, aquando da sua primeira vinda a Portugal. Miko Peled não é uma voz consensual, mas a sua leitura – uma viagem pessoal pelo mundo palestiniano, nas suas palavras – é uma referência fundamental para compreender o conflito israelo-palestiniano.
Entrevista com Miko Peled, em Lisboa, Março de 2015.
(Paulo Alexandre Amaral, Pedro A. Pina, Nuno Patrício, Ana Sofia Rodrigues - RTP)
A 15 de maio de 1948 mais de 700 mil árabes palestinianos foram obrigados pelos judeus a deixar as suas casas. Lutava-se na “Guerra de 1948”.
O termo Nakbah é usado pelos palestinianos para se referirem tanto à “guerra” como ao período que se seguiu, entre dezembro de 1947 e janeiro de 1949 – um êxodo rumo aos países vizinhos: Síria Jordânia, Líbano, além da Faixa de Gaza e Cisjordânia, hoje territórios que constituem a Palestina.
Certo é que há 67 anos foi aberto um novo capítulo na região do Médio Oriente, num país que hoje é reconhecido como Israel, mas que muitos insistem ser a Palestina.
Uma das posições mais controversas sobre o assunto entre as vozes israelitas é a de Miko Peled, um ativista cuja família está ligada à criação do próprio Estado de Israel; neto de fundadores e generais israelitas, este antigo membro das forças especiais do IDF [forças armadas israelitas] vem defendendo um Estado único para israelitas e palestinianos.
O que se segue é uma entrevista concedida em março deste ano à RTP, em Lisboa, aquando da sua primeira vinda a Portugal. Miko Peled não é uma voz consensual, mas a sua leitura – uma viagem pessoal pelo mundo palestiniano, nas suas palavras – é uma referência fundamental para compreender o conflito israelo-palestiniano.
Entrevista com Miko Peled, em Lisboa, Março de 2015.
(Paulo Alexandre Amaral, Pedro A. Pina, Nuno Patrício, Ana Sofia Rodrigues - RTP)