Confirmado mais um caso de gripe A H1N1 em Portugal

O Ministério da Saúde confirmou mais um caso de gripe A H1N1 em Portugal, o sexto caso registado no país. Trata-se de um homem de 26 anos, que regressou no dia 14 de Junho dos Estados Unidos da América, e que está internado no Hospital Curry Cabral em Lisboa.

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Dos seis casos confirmados em Portugal, apenas dois de mantém internados, ambos no Hospital Curry Cabral RTP

"O doente está internado no Hospital Curry Cabral e a situação clínica é estável. Os contactos próximos deste indivíduo estão a ser identificados", lê-se numa nota divulgada pelo Ministério da Saúde.

Durante as últimas horas estiveram em investigação mais quatro casos, dois dos quais as análises deram resultados negativos, um deu positivo e o resultado das análises do outro caso suspeito deverão ser conhecidos ainda hoje.

A nota do Ministério da Saúde acrescenta que se "mantém em investigação um destes casos e iniciaram investigação laboratorial mais dois casos, num total de três. Os resultados são esperados durante o dia de hoje".

Dos seis casos confirmados em Portugal, apenas dois de mantém internados, ambos no Hospital Curry Cabral. O caso conhecido hoje e um homem de 39 anos, que se encontra internado desde 17 de Junho, e cuja situação clínica também se mantém estável.

Além destes casos em Portugal, o Ministério da saúde está também a acompanhar a situação dos cidadãos portugueses que se encontram a bordo do navio Ocean Dream, onde foram detectados três casos de infecção.

Os últimos dados da Organização Mundial de Saúde revelam que o vírus da gripe A provoucou 167 mortos e já contaminou 39.620 pessoas em 89 países e territórios. 

Autoridades desdramatizam eventual onda pandémica

Para Francisco George, director-geral de Saúde, o vírus da gripe A H1N1 não constitui "um problema de grande dramatismo", no entanto frisa que Portugal está "preparado para uma eventual onda pandémica".

"Sabemos que temos uma probabilidade de sermos confrontados com a actividade epidémica deste vírus, mas também sabemos que não é um problema de grande dramatismo", declarou Francisco George.

Segundo o director-geral da Saúde, "tudo indica que teremos cenários semelhantes aos que se verificaram com a gripe asiática, em 1957, mas muito distantes da gripe pneumónica, ou espanhola, de 1918".

O facto de não haver ainda vacinas contra a gripe também foi desdramatizado por Francisco George que referiu que "em Portugal, o plano de contingência não prevê a introdução de vacinas na fase inicial da pandemia, se ela se verificar".

"Pode ser que nem sequer ser justifique a introdução de antivirais na fase de onda pandémica que vier a ter lugar entre nós", sublinhou, o director-geral de Saúde que, no entanto admite que "Portugal não vai ter vacinas nas próximas semanas".

"Normalmente são necessárias cinco a seis semanas para uma vacina ser introduzida", esclareceu o responsável que frisou de seguida que "não estamos perante um drama ou uma pandemia excessivamente grave que justifique o encurtamento da produção de vacinas".

Segundo Francisco George, "neste momento o mais importante é informar a população sobre os cuidados a ter para prevenir a gripe e prepará-la para uma eventual pandemia".

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