Mulher internada no S. João continua em estado grave
A mulher internada em estado grave com Gripe A H1N1 no Hospital de S. João, no Porto, continua em estado grave e com um prognóstico reservado. A informação foi avançada esta manhã em comunicado pela unidade hospitalar onde se encontra a doente.
São actualmente considerados locais de referência para a Gripe A H1N1 os Hospitais Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, os Hospitais de São João e de Santo António, no Porto, os Hospitais da Universidade de Coimbra, o Hospital de Vila Real, o Pediátrico de Coimbra e o Hospital de Faro.
Mantém-se como objectivo principal a imediata localização e contenção dos casos.
O Ministério da Saúde alerta, mais uma vez, os cidadãos para, em caso de sintomas de gripe, independentemente de terem viajado para fora do país, contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações que lhes são dadas. Esta deve ser a primeira medida a tomar antes de se dirigirem a um serviço de saúde.
O contacto com a Linha de Saúde 24 permite, perante os sintomas descritos e informações prestadas pelo utente, reconhecer se se trata de uma suspeita de Gripe A. Isto evita o incómodo de uma ida desnecessária a um serviço de saúde.
Em caso de suspeita de infecção pelo vírus da Gripe A, o contacto inicial com a Linha de Saúde 24 garante ao utente o transporte imediato para um dos oito hospitais de referência, em condições que salvaguardam a sua saúde e a das pessoas que com ele contactam, diminuindo o risco de contágio da infecção.
O Ministério da Saúde tomará as medidas previstas no Plano de Contingência que venham a revelar-se necessárias em cada momento e garante que as autoridades de saúde monitorizam permanentemente o evoluir da situação.
O Ministério da Saúde reforça ainda, entre outras recomendações, a importância da lavagem frequente das mãos, da protecção da boca e do nariz ao tossir ou espirrar, sempre que possível com lenços de papel que não devem ser reutilizados, para evitar a rápida propagação do vírus.
O Ministério recomenda também a toda a comunidade - famílias, escolas, empresas, etc. - que colabore, adoptando comportamentos que dificultem a transmissão do vírus. O Ministério da Saúde faz, diariamente, o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no seu site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção-Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).O quadro clínico da mulher que se encontra internada no hospital de S. João, no Porto, com Gripe A H1N1 não sofreu qualquer alteração mantendo-se o estado crítico e o prognóstico reservado.
A paciente é uma mulher de 30 anos, sem patologia prévia conhecida, que foi transferida na passada quinta-feira à noite do Hospital de Guimarães já com diagnóstico confirmado do vírus da Gripe A H1N1.
No mesmo comunicado o Hospital de S. João, no Porto, informa ainda que já em relação ao outro doente que se encontrava igualmente com Gripe A H1N1 e em estado grave registou "melhoras significativas" o que o levou a ter alta da Unidade de Cuidados Intensivos do Serviço de Doenças Infecciosas.
O doente que registou melhoras significativas é um homem de 63 anos que, além da gripe A H1N1, cujos médicos já informaram estar ultrapassada, apresentava também complicações do foro cardiovascular.
Recorde-se que ontem, na habitual informação sobre o desenvolvimento da Gripe A em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde informou que foram detectados nas últimas 24 horas através de investigação laboratorial 49 casos de infecção pelo vírus da Gripe A H1N1, o que constituiu um novo recorde casos num só dia no nosso país.
Dos casos confirmados 28 indivíduos são do sexo masculino e 21 do sexo feminino tendo-se registado 35 casos de transmissão secundária e um caso de transmissão terciária, sendo os restantes 13 casos importados.
Portugal contabiliza, desde o início de Maio, um total cumulativo de 554 casos confirmados de Gripe A H1N1, sendo que a totalidade destas pessoas já retomou a sua vida diária com normalidade e, na maioria dos casos, não houve necessidade de internamento hospitalar.