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Após proposta de cessar-fogo. Rússia lançou ataque em grande escala na Ucrânia

Após proposta de cessar-fogo. Rússia lançou ataque em grande escala na Ucrânia

O presidente ucraniano disse, esta quarta-feira, que a Rússia respondeu à proposta de cessar-fogo na Ucrânia para a Páscoa com mais ataques às infraestruturas energéticas do país. Moscovo lançou mais de 360 drones contra a Ucrânia esta quarta-feira, provocando cinco mortos.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Serviço de Emergência Estatal da Ucrânia na região de Volínia via Reuters

A Força Aérea ucraniana anunciou no Telegram que intercetou 345 drones dos “mais de 360” registados entre as 8h00 e as 18h00 locais desta quarta-feira.

O ataque, que contrariamente ao habitual ocorreu durante o dia, provocou quatro mortos na região de Cherkasy, no centro da Ucrânia, e um morto na região de Kherson, a leste do país.

Este ataque, que teve como alvo regiões distantes da linha da frente, ocorreu um dia depois de a Rússia ter rejeitado uma proposta de tréguas da Páscoa apresentada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Numa publicação nas redes sociais, Zelensky disse que os ataques desta quarta-feira foram a resposta de Moscovo à proposta de cessar-fogo.


"A Rússia responde com 'Shaheds' [drones de fabrico iraniano] e continua as suas operações terroristas contra o nosso setor energético e contra a nossa infraestrutura", disse Zelensky no seu comunicado diário em vídeo. 
Na noite de terça-feira, a Ucrânia já tinha sido alvo de 339 drones, dos quais 298 foram intercetados, segundo a Força Aérea.
Na semana passada, Moscovo lançou um dos seus maiores ataques diurnos contra a Ucrânia desde a invasão russa de 2022, utilizando mais de 400 drones.
Conversa "positiva" com os enviados americanos
Zelensky esteve reunido por videoconferência, esta quarta-feira, com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o senador Lindsey Graham e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, para discutir os esforços para pôr fim ao conflito desencadeado pela invasão russa em fevereiro de 2022.

O presidente ucraniano disse que as conversações foram “positivas” e que todos concordaram que as equipas “permanecerão em contacto próximo nos próximos dias para reforçar o documento de garantias de segurança entre a Ucrânia e os Estados Unidos”.

"Concordámos em reforçar as garantias de segurança e já instruí a minha equipa para atualizar rapidamente os documentos para que as garantias de segurança para a Ucrânia sejam robustas, a perspetiva de reconstrução pós-guerra seja realista e tudo esteja operacional", acrescentou.

Os encontros dos últimos meses entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia não produziram resultados tangíveis, uma vez que a atenção de Washington está agora focada na guerra no Médio Oriente.

c/agências
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