Mundo
Guerra na Ucrânia
Ataque às infraestruturas ucranianas. Amnistia Internacional denuncia "campanha de extrema crueldade"
Os ucranianos estão a viver em "modo de sobrevivência extrema". A denúncia faz parte de uma investigação da Amnistia Internacional, publicado esta terça-feira, resultante de entrevistas feitas a ucranianos que estão a passar pelo inverno mais rigoroso desde a invasão russa, em 2022.
“A Rússia não está apenas a travar uma guerra de agressão contra a Ucrânia, está a submeter toda a população civil a uma campanha de extrema crueldade”, denuncia a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, que denuncia os ataques russos às infraestruturas energéticas como forma de “espalhar o desespero”.
As entrevistas feitas durante a investigação tiveram lugar quando muitos “tinham sobrevivido semanas com fornecimento de eletricidade intermitente ou sem eletricidade e sem aquecimento”.
A Amnistia denuncia que “muitos residentes têm recorrido a acampamentos e fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água”, alguns recorrendo a práticas como “montar tendas de acampamento dentro dos seus quartos e acender velas dentro delas para combater o frio”.
Uma das pessoas ouvidas, uma pensionista de Kiev chamada Svitlana, afirmou que, durante os apagões, aquece “um pouco de água numa chávena num fogão a querosene”, enche “duas garrafas, uma [para] debaixo dos meus pés, a outra nas minhas mãos, para não congelar”. Os familiares dormem “vestidos debaixo dos edredões” para combater o frio.
A investigação relata também casos de idosos e pessoas com deficiência que vivem em isolamento “sem qualquer meio de comunicação, cujas circunstâncias são provavelmente muito piores do que as documentadas nesta investigação”. A Amnistia alerta que estas pessoas “podem não sobreviver a este inverno para contar a sua história”.
A Ucrânia está a viver o inverno mais rigoroso desde a invasão em larga escala por parte da Rússia, em 2022. A Rússia tem realizado ataques diários às infraestruturas energéticas, que fizeram com que a Ucrânia perdesse mais de pede da produção de energia e obrigasse 80% do país a atravessar por cortes de energia, numa altura em que as temperaturas descem aos -15º graus Celsius.
As entrevistas feitas durante a investigação tiveram lugar quando muitos “tinham sobrevivido semanas com fornecimento de eletricidade intermitente ou sem eletricidade e sem aquecimento”.
A Amnistia denuncia que “muitos residentes têm recorrido a acampamentos e fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água”, alguns recorrendo a práticas como “montar tendas de acampamento dentro dos seus quartos e acender velas dentro delas para combater o frio”.
Uma das pessoas ouvidas, uma pensionista de Kiev chamada Svitlana, afirmou que, durante os apagões, aquece “um pouco de água numa chávena num fogão a querosene”, enche “duas garrafas, uma [para] debaixo dos meus pés, a outra nas minhas mãos, para não congelar”. Os familiares dormem “vestidos debaixo dos edredões” para combater o frio.
A investigação relata também casos de idosos e pessoas com deficiência que vivem em isolamento “sem qualquer meio de comunicação, cujas circunstâncias são provavelmente muito piores do que as documentadas nesta investigação”. A Amnistia alerta que estas pessoas “podem não sobreviver a este inverno para contar a sua história”.
A Ucrânia está a viver o inverno mais rigoroso desde a invasão em larga escala por parte da Rússia, em 2022. A Rússia tem realizado ataques diários às infraestruturas energéticas, que fizeram com que a Ucrânia perdesse mais de pede da produção de energia e obrigasse 80% do país a atravessar por cortes de energia, numa altura em que as temperaturas descem aos -15º graus Celsius.