Mundo
Guerra na Ucrânia
Comité Nobel condena encerramento de jornal russo. Direção acusa Kremlin de repressão
O Comité Nobel manifestou "profunda preocupação" pelo encerramento do jornal independente russo 'Novaya Gazeta'. De acordo com o antigo diretor do jornal, Dmitri Muratov, a decisão faz parte da "campanha militar" e repressiva do Kremlin contra os média.
“Somos opositores ferrenhos da guerra, sob todas as suas formas. E somos um elemento que o poder tem necessariamente de destruir. (…) Não é uma decisão nossa”, sublinhou Muratov.
"Representa um duro golpe para a liberdade de expressão e para o direito do público à informação", reagiu Jorgen Watne Frydnes, presidente do Comité Nobel norueguês.
"Representa um duro golpe para a liberdade de expressão e para o direito do público à informação", reagiu Jorgen Watne Frydnes, presidente do Comité Nobel norueguês.
A ONU classificou a medida como um “duro golpe”. Em comunicado, o Alto Comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, revelou estar “preocupado” e apelou a que as autoridades russas parassem de “dificultar a cobertura mediática de questões graves que suscitam o interesse público”.
A licença de imprensa do Novaya Gazeta foi revogada em 2022 e vários dos seus jornalistas foram detidos ou alvo de pressões desde então.
“A Constituição foi tornada obsoleta”, lamentou o antigo chefe de redação, cargo que foi forçado a abandonar, quando foi considerado um “agente estrangeiro”, em 2023.
O jornal foi fundado em 1993 e era um dos últimos meios a criticar abertamente a ofensiva russa sobre a Ucrânia. Considerado um símbolo histórico do jornalismo independente, foi distinguido, em 2021, com o Prémio Nobel da Paz, atribuído ao diretor, em defesa da liberdade de expressão.
Apesar de afastados do edifício que ocupavam há três décadas, os jornalistas podem ter em mãos novos projetos, que não foram revelados à imprensa, como medida de precaução e de segurança perante a ameaça do governo russo.
A licença de imprensa do Novaya Gazeta foi revogada em 2022 e vários dos seus jornalistas foram detidos ou alvo de pressões desde então.
“A Constituição foi tornada obsoleta”, lamentou o antigo chefe de redação, cargo que foi forçado a abandonar, quando foi considerado um “agente estrangeiro”, em 2023.
O jornal foi fundado em 1993 e era um dos últimos meios a criticar abertamente a ofensiva russa sobre a Ucrânia. Considerado um símbolo histórico do jornalismo independente, foi distinguido, em 2021, com o Prémio Nobel da Paz, atribuído ao diretor, em defesa da liberdade de expressão.
Apesar de afastados do edifício que ocupavam há três décadas, os jornalistas podem ter em mãos novos projetos, que não foram revelados à imprensa, como medida de precaução e de segurança perante a ameaça do governo russo.