Diplomacia de Kiev condenou ataques noturnos da Rússia

Diplomacia de Kiev condenou ataques noturnos da Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, condenou hoje o ataque russo com centenas de mísseis e drones contra as infraestruturas de distribuição de energia elétrica ucranianas.

Lusa /

O ataque noturno da Rússia fez pelo menos 15 feridos.

Em Kharkiv, a administração militar regional informou que se registaram 14 feridos na cidade.

Em Krivi Rig, uma cidade industrial situada na região de Dnipropetrovsk, centro-leste da Ucrânia, uma pessoa ficou ferida devido ao impacto de um aparelho aéreo não tripulado contra um edifício de apartamentos.

Na cidade de Zaporijia, sudeste da Ucrânia, cerca de 500 edifícios residenciais ficaram sem aquecimento devido ao ataque russo da última madrugada, indicaram as autoridades locais.

Através das redes sociais, o chefe da diplomacia da Ucrânia disse hoje que o Presidente russo continua a recorrer ao "terror" enquanto, frisou, "o mundo inteiro exige que Moscovo cesse de vez a guerra".

Na mesma declaração, Sibiga referiu-se ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que anunciou que vai bloquear a aprovação da vigésima série de sanções da União Europeia contra a Rússia.

O Governo de Budapeste, opôs-se também à atribuição do empréstimo de 90 mil milhões de euros do bloco europeu à Ucrânia até que Kiev repare e restaure o oleoduto Druzhba --- através do qual a Hungria recebe petróleo russo.

O oleoduto ficou danificado na sequência de um ataque da Rússia.

"É inaceitável que certos chantagistas na União Europeia não só estejam a bloquear decisões necessárias para a segurança coletiva, como também ameacem cortar parte do fornecimento de energia à Ucrânia", disse Sibiga.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia referiu-se desta forma aos anúncios da Hungria e da Eslováquia que pretendem cortar parte do fornecimento de energia à Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu esta semana ao Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky que acelerasse as reparações para que o oleoduto, que fornece petróleo russo à Hungria e à Eslováquia, volte a funcionar.

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