Mundo
Guerra na Ucrânia
Eleições parlamentares em curso na Rússia. Moscovo queixa-se de ataques a sistema online
O correspondente da RTP em Moscovo, Evgueny Mouravitch, descreve “falhas momentâneas” num sistema que “está a ser sobrecarregado”.
As autoridades russas reportaram este sábado o que consideram ser uma forte sequência de ataques a sistemas digitais de votação e linhas de comunicação, no quadro das eleições parlamentares em curso. A Comissão Eleitoral Central afiança, ainda assim, que a situação está controlada.
De acordo com a presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Ella Pamfilova, citada pela agência Interfax, o sistema de votação online da capital, Moscovo, teria sido alvo de um ataque intensivo durante a noite.As eleições parlamentares russas começaram na sexta-feira e prolongam-se até ao início da próxima semana.
Ainda segundo Pamfilova, os ataques ao sistema repetiram-se nas últimas horas, mas foram rechaçados com sucesso.
Também o Ministério russo dos Assuntos Digitais adiantou ter registado pelo menos uma tentativa de sabotagem das linhas de comunicação do leste do país. Esta ação foi igualmente frustrada e as comunicações foram repostas.
“Esta campanha é caracterizada por um alto número de uso de máquinas de votação eletrónica. Ontem e hoje houve algumas falhas momentâneas. Assisti, numa assembleia de voto, a uma falha no sistema eletrónico que durou cerca de uma hora. Depois recuperou”, explicou na manhã deste sábado, a partir de Moscovo, o correspondente da RTP Evgueny Mouravitch. “O sistema está a ser sobrecarregado. As autoridades não esperavam que houvesse um número tão acrescido desta afluência a este sistema de votação eletrónica”, acrescentou.O presidente russo, Vladimir Putin, viera já acusar a Ucrânia de procurar interferir na votação, sem todavia avançar com provas. O homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou, por sua vez, à comunidade internacional para que não reconheça os resultados apurados em territórios ocupados.
O Kremlin deverá apresentar os resultados destas eleições como demonstração de um amplo apoio às políticas do presidente, desde logo à gestão da guerra na vizinha Ucrânia, a mais mortífera na Europa desde a II Guerra Mundial.
A maior parte dos candidatos que se opõem à guerra viu vedada a participação no escrutínio.
Transnístria, foco de discórdia
As parlamentares russas estão, por outro lado, na base de um impasse diplomático com a Moldova, devido às objeções deste país ao plano, por parte do Kremlin, de instalar 15 secções de voto na região separatista da Transnístria.
As autoridades de Moscovo argumentam que 220 mil residentes da Transnístria são detentores de passaportes russos, pelo têm o direito de votar nas eleições para a Duma. O Governo moldovo, pró-Ocidente, contrapõe que os russos só podem numa única secção montada na embaixada da Rússia em Chisinau.O Governo da Moldova classificou as intenções do Kremlin como "inaceitáveis e hostis" e convocou o embaixador russo, Oleg Ozerov, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, instou Chisinau a pôr de parte as suas objeções e a abster-se de “contrariar a democracia, o Direito Internacional e o bom senso”.
Ao que o chefe da diplomacia moldova, Mihail Popsoi, respondeu com um apelo a Moscovo para que “não interfira nos planos da Moldova para a reintegração pacífica” da Transnístria.
c/ agências
De acordo com a presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Ella Pamfilova, citada pela agência Interfax, o sistema de votação online da capital, Moscovo, teria sido alvo de um ataque intensivo durante a noite.As eleições parlamentares russas começaram na sexta-feira e prolongam-se até ao início da próxima semana.
Ainda segundo Pamfilova, os ataques ao sistema repetiram-se nas últimas horas, mas foram rechaçados com sucesso.
Também o Ministério russo dos Assuntos Digitais adiantou ter registado pelo menos uma tentativa de sabotagem das linhas de comunicação do leste do país. Esta ação foi igualmente frustrada e as comunicações foram repostas.
“Esta campanha é caracterizada por um alto número de uso de máquinas de votação eletrónica. Ontem e hoje houve algumas falhas momentâneas. Assisti, numa assembleia de voto, a uma falha no sistema eletrónico que durou cerca de uma hora. Depois recuperou”, explicou na manhã deste sábado, a partir de Moscovo, o correspondente da RTP Evgueny Mouravitch. “O sistema está a ser sobrecarregado. As autoridades não esperavam que houvesse um número tão acrescido desta afluência a este sistema de votação eletrónica”, acrescentou.O presidente russo, Vladimir Putin, viera já acusar a Ucrânia de procurar interferir na votação, sem todavia avançar com provas. O homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou, por sua vez, à comunidade internacional para que não reconheça os resultados apurados em territórios ocupados.
O Kremlin deverá apresentar os resultados destas eleições como demonstração de um amplo apoio às políticas do presidente, desde logo à gestão da guerra na vizinha Ucrânia, a mais mortífera na Europa desde a II Guerra Mundial.
A maior parte dos candidatos que se opõem à guerra viu vedada a participação no escrutínio.
Transnístria, foco de discórdia
As parlamentares russas estão, por outro lado, na base de um impasse diplomático com a Moldova, devido às objeções deste país ao plano, por parte do Kremlin, de instalar 15 secções de voto na região separatista da Transnístria.
As autoridades de Moscovo argumentam que 220 mil residentes da Transnístria são detentores de passaportes russos, pelo têm o direito de votar nas eleições para a Duma. O Governo moldovo, pró-Ocidente, contrapõe que os russos só podem numa única secção montada na embaixada da Rússia em Chisinau.O Governo da Moldova classificou as intenções do Kremlin como "inaceitáveis e hostis" e convocou o embaixador russo, Oleg Ozerov, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, instou Chisinau a pôr de parte as suas objeções e a abster-se de “contrariar a democracia, o Direito Internacional e o bom senso”.
Ao que o chefe da diplomacia moldova, Mihail Popsoi, respondeu com um apelo a Moscovo para que “não interfira nos planos da Moldova para a reintegração pacífica” da Transnístria.
c/ agências