Enviados de Trump devem visitar Rússia e Ucrânia no fim de semana

Enviados de Trump devem visitar Rússia e Ucrânia no fim de semana

A notícia foi inicialmente avançada pela agência de notícias estatal russa TASS, indicando que os dois enviados de Washington para as negociações de paz iriam visitar a Rússia e a Ucrânia. Informação corroborada por Volodymyr Zelensky.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Anastasia Barashkova - Reuters

Os enviados do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, visitaram Moscovo pela última vez em janeiro, para conversações com o presidente Vladimir Putin, no Kremlin.

"Não farei nenhum anúncio agora, mas daremos informações quando esses contatos ocorrerem", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, quando questionado.

Apesar de não haver confirmação por parte da Rússia, o presidente ucraniano confirmou conversações com os enviados norte-americanos. 
“Acabei de ter uma reunião com a equipa envolvida em negociações com os enviados do Presidente dos EUA”, escreveu numa publicação nas redes sociais. “Esperamos ver os enviados do Presidente dos EUA aqui em Kiev. Eles confirmaram que vão ter uma reunião em Moscovo e outra em Kiev”.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse à Reuters que as discussões sobre a parte da viagem referente à Ucrânia ainda estavam em andamento e que as equipas tinham mencionado o domingo como uma possível data.

"Os russos não querem que eles visitem Kiev e estão a tentar fazê-los mudar o plano", acrescentou a fonte.

Vladimir Putin afirmou na quinta-feira que existe a possibilidade de se chegar a um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia . Num fórum económico, o presidente russo disse que diversos países, incluindo os Estados Unidos e a China, estão dispostos a apoiar uma solução de paz.

“Em última análise, porém, o problema deve ser resolvido pelos países envolvidos no conflito – Rússia e Ucrânia”, disse o líder russo. “Somos gratos a todos os que estão a tentar contribuir para uma solução. Existe alguma possibilidade? Na minha opinião, sim, existe”.

Mas as incertezas e as divergências entre a Rússia e a Ucrânia continuam.

Segundo Peskov, a posição que Putin defendeu num discurso há dois anos — de que a Ucrânia devia ceder todo o território de quatro regiões reivindicadas pela Rússia e abandonar o plano de pertencer à NATO — era "inabalável".

A Ucrânia, por outro lado, recusa-se a ceder o território.

As últimas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos EUA, aconteceram em fevereiro, pouco antes de os Estados Unidos e Israel iniciarem uma guerra contra o Irão.

Peskov disse que a possibilidade de se chegar a um acordo de paz não podia ser descartada, mas que a base necessária para isso não existia no momento.

"O trabalho continua e os contactos também", disse.

c/agências
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