Guerra na Ucrânia. Jornalista francês morto a bordo de autocarro humanitário

Um jornalista francês que trabalhava para o canal BFMTV e acompanhava civis a bordo de um autocarro humanitário foi morto na Ucrânia, anunciou o Presidente, Emmanuel Macron, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

Lusa /
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"O jornalista Frédéric Leclerc-Imhoff estava na Ucrânia para mostrar a realidade da guerra. [Estava] a bordo de um autocarro humanitário, ao lado de civis [que foram] obrigados a fugir para escapar das bombas russas, tendo sido fatalmente ferido", escreveu o líder do Estado francês.

"Quero aqui partilhar a dor da família, entes queridos e colegas de Frédéric Léclerc-Imhoff, a quem dirijo as minhas condolências", escreveu o Presidente francês na rede social.

"Àqueles que garantem a difícil missão de informar envio, mais uma vez, o apoio incondicional de França", acrescentou.

Macron adiantou ainda que Léclerc-Imhoff foi atingido no pescoço por um estilhaço do exército russo.

Considerando a morte do jornalista "profundamente chocante", a ministra dos Negócios Estrangeiros de França, Catherine Colonna, "exigiu" uma "investigação transparente" ao caso.

É imprescindível que seja feita "uma investigação transparente o mais rapidamente possível para esclarecer as circunstâncias desta tragédia", que atingiu o jornalista da BFMTV enquanto cobria uma operação de retirada de ucranianos perto da cidade de Severodonetsk.

O chefe da administração militar da região de Lugansk, onde se registou o ataque, Serhiy Haidai, informou, entretanto, que o jornalista foi atacado quando estava num veículo blindado que tinha recolhido 10 pessoas na área para as levar para um local seguro, mas que foi alvo de fogo inimigo.

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, este é o segundo jornalista francês morto neste conflito, depois do franco-irlandês da estação norte-americana Fox News, Pierre Zakrzewski, e o oitavo repórter morto na Ucrânia desde a invasão da Rússia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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