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Guerra na Ucrânia
Kiev e Moscovo acordam novas missões humanitárias em Oleskhy
A Rússia e a Ucrânia concordaram em coordenar periodicamente novas missões humanitárias na cidade ocupada de Oleshky, na região de Kherson, na Ucrânia, disse hoje a provedora de Justiça russa, Yana Lantratova.
"A missão terminou. Mas, infelizmente, as condições de vida em Oleshky continuam a ser extremamente difíceis. Concordámos em realizar missões humanitárias regularmente, é um passo muito importante", disse a provedora russa na MAX, rede de mensagens russa.
A responsável adiantou que continuará a trabalhar com o seu homólogo ucraniano, Dmitro Lubinets.
"Faremos todos os esforços para apoiar os habitantes da cidade que decidiram permanecer nela", afirmou.
Yana Lantratova adianrou que "por trás da missão humanitária" realizada nos últimos dias em Oleshky "há meses de negociações e um imenso trabalho conjunto para salvar estas pessoas".
A Rússia concluiu na sexta-feira a missão humanitária em Oleshky, que "decorreu sem quaisquer incidentes", relatou Lantratova, a partir de Armiansk, uma cidade na península da Crimeia anexada.
Sublinhou que, na operação, na qual a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, desempenhou um papel fundamental, ambos as partes demonstraram "grande organização".
As autoridades ucranianas estimaram que entre 2.000 e 3.000 residentes de Oleshky que não recebiam fornecimentos regulares de alimentos e medicamentos devido às hostilidades em Kherson, cujo terço norte ainda está sob controlo do exército ucraniano.
Enquanto Kiev acusava Moscovo de ser responsável pela situação ao bloquear o acesso à cidade, o Presidente russo, Vladimir Putin, culpou os ucranianos pelo que chamou de "catástrofe humanitária".
A missão humanitária, que permitiu distribuir ajuda alimentar e medicamentos e retirar civis, foi acompanhada por um cessar-fogo local, que teve início na madrugada de terça-feira e deverá prolongar-se até domingo à noite.
Aos cerca de 2.000 residentes que ainda permaneciam em Oleshkyfoi dada a opção de seguir para território controlado pela Ucrânia ou pela Rússia, ou de permanecer na cidade.
O comboio humanitário, composto por 25 autocarros e nove ambulâncias, além de camiões, tinha capacidade para retirar em segurança mais de 750 pessoas, apesar de não terem sido adiantados dados sobre o número de civis retirados.