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Moldova identifica fragmentos de míssil na região separatista da Transnístria

O Ministério da Defesa da Moldova revelou esta segunda-feira ter encontrado fragmentos de um míssil na região separatista da Transnístria, mas sem estabelecer qualquer ligação, nesta fase, com um novo ataque russo no sul da vizinha Ucrânia.

Lusa /

"Foram enviados observadores militares para o local" para analisar "o suposto míssil identificado na região da Transnístria", declarou o ministério, num comunicado.

"Nesta fase, a origem do objeto identificado não é clara e a sua trajetória não foi confirmada por fontes independentes", acrescentou.

Em declarações à agência noticiosa russa TASS, Oleg Beliakov, presidente da Comissão de Controlo Unificada, disse tratar-se de "um modelo de uma ogiva de míssil S-300", datado de 1968, que foi encontrado "plantado" no solo perto de uma casa em Kitskany.

Este organismo tripartido -- incluindo Moldova, Rússia e Transnístria -- dirige a operação de manutenção da paz nesta região separatista.

Segundo os meios de comunicação social locais, o míssil caiu no jardim de um aldeão, que relatou ter ouvido uma forte explosão por volta da 01:00 local de hoje. Só de manhã cedo encontrou os fragmentos do míssil.

Quer o exército ucraniano, quer o russo utilizam os mísseis solo-ar `S-300` de fabrico soviético.

Desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, as tensões têm estado elevadas na Transnístria, onde estão destacados soldados russos.

Esta região russófona proclamou unilateralmente a independência após o fim da URSS, mas nunca foi reconhecida pela comunidade internacional, sendo unicamente apoiada por Moscovo.

O governo pró-europeu moldavo, que acusa a Rússia de tentativas de desestabilização, apela regularmente à desmilitarização da zona.

Na noite de domingo para hoje, a região vizinha de Odessa, na Ucrânia, foi de novo alvo de um importante ataque de `drones` (aparelhos voadores não tripulados) e mísseis.

As forças russas têm vindo a intensificar os ataques às infraestruturas portuárias desde julho, altura em que abandonaram o acordo sobre os cereais que permitia à Ucrânia exportar livremente a sua produção.

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