Novo balanço aponta para 21 mortos em ataque russo contra Kiev
Pelo menos 21 pessoas morreram, incluindo três crianças, devido aos bombardeamentos russos contra a capital Kiev na madrugada de quinta-feira, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pelos serviços de socorro da Ucrânia.
O anterior balanço apontava para pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kiev, numa altura em que prosseguiam as buscas por dezenas de desaparecidos.
"As equipas de resgate continuam a busca ininterrupta por pessoas nos escombros do edifício [que desabou] no distrito de Darnytskyi", anunciaram hoje os serviços de resgate estatais na sexta-feira.
Segundo o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, 18 apartamentos de um edifício residencial pré-fabricado de nove andares foram destruídos no ataque.
Cerca de 40 pessoas ficaram também feridas.
Kiev vai observar hoje um dia de luto, anunciou Klitschko.
O ataque com mísseis e drones, que ocorreu 48 horas após o fim de um cessar-fogo de três dias em memória do fim da Segunda Guerra Mundial, é um dos mais sangrentos a atingir Kiev recentemente, mais de quatro anos após o início da invasão russa.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, o ataque conduzido pela Rússia envolveu 56 mísseis e 675 drones, um dia depois de Moscovo ter lançado quase 800 drones contra a Ucrânia.
As defesas aéreas ucranianas afirmaram ter abatido 41 mísseis, incluindo 12 balísticos, e 652 drones de vários tipos.
Ainda assim, 15 mísseis e 23 drones atingiram 24 locais, enquanto destroços de aparelhos abatidos caíram em 18 outros pontos.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky ,afirmou que cerca de 180 locais foram danificados em todo o país, incluindo mais de 50 edifícios residenciais.
Zelensky apelou ainda ao reforço da pressão internacional sobre Moscovo.
"Deve haver uma resposta justa a todos estes ataques e a pressão sobre Moscovo deve ser tal que sintam as consequências do seu terrorismo", afirmou Zelensky, que defendeu igualmente a manutenção das sanções internacionais contra a Rússia e apelou para que "o mundo não permaneça em silêncio perante este terror".
O Governo ucraniano pediu na quinta-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, depois dos últimos ataques russos a Kiev.
"Instruí que uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU seja convocada imediatamente e que outros fóruns internacionais sejam utilizados para responder aos assassínios de civis ucranianos e aos ataques contra pessoal humanitário pela Rússia", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, nas redes sociais.
"Um terrorismo russo de tal escala exige fortes respostas internacionais, e apelo a todos os Estados para que reajam",reforçou Andriy Sybiga, que convidou o corpo diplomático para visitar um dos locais mais atingidos pelos ataques russos.
O chefe da diplomacia de Kiev justificou que "o mundo precisa de ver que a resposta da Rússia" às propostas de paz de Kiev e "agir em conformidade".