Mundo
Guerra na Ucrânia
Oligarca pró-Rússia acusa Portugal e Espanha de apoiarem Kiev e ameaça com resposta
Viktor Medvedchuk denunciou, esta quinta-feira, o alegado envolvimento da Península Ibérica na produção de armamento para apoiar Kiev nos ataques à Rússia. O oligarca é conhecido informalmente como o "compadre de Putin" e alertou Portugal e Espanha para uma possível retaliação.
O oligarca ucraniano e amigo do presidente russo avisou Portugal e Espanha sobre indústrias de produção de armamento, explicando que os dois países podem, assim, tornar-se "alvos legítimos" de uma resposta da Rússia.
Medvedchuk, de 72 anos, acusa os dois países de colaborarem com Kiev. De acordo com o amigo pessoal de Vladimir Putin, as empresas ibéricas estão a desenvolver novos projetos e tecnologias para mísseis, drones e embarcações não tripuladas, através de fundos públicos.
Medvedchuk é visto como um agente de influência da elite de Moscovo na política ucraniana. Em 2022, na sequência da invasão russa à Ucrânia, foi detido pelo Serviço de Segurança ucraniano (SBU) e entregue, meses depois, à Rússia, onde reside atualmente.
Entre 2002 e 2004 desempenhou funções de chefe da Administração Presidencial ucraniana. Uma década mais tarde, criou a organização "Escolha Ucraniana", com o objetivo de apoiar a entrada da Ucrânia na União Aduaneira com a Rússia. Foi, ainda, o fundador do partido pró-Rússia "Plataforma de oposição - pela Vida", banido em junho de 2022.
Medvedchuk, de 72 anos, acusa os dois países de colaborarem com Kiev. De acordo com o amigo pessoal de Vladimir Putin, as empresas ibéricas estão a desenvolver novos projetos e tecnologias para mísseis, drones e embarcações não tripuladas, através de fundos públicos.
"Enquanto tentam ultrapassar a crise da habitação e o aumento do custo de vida, os governos cooperam cada vez mais estreitamente com a Ucrânia", escreveu, num artigo do movimento “Outra Ucrânia”, do qual é líder.
Medvedchuk é visto como um agente de influência da elite de Moscovo na política ucraniana. Em 2022, na sequência da invasão russa à Ucrânia, foi detido pelo Serviço de Segurança ucraniano (SBU) e entregue, meses depois, à Rússia, onde reside atualmente.
Entre 2002 e 2004 desempenhou funções de chefe da Administração Presidencial ucraniana. Uma década mais tarde, criou a organização "Escolha Ucraniana", com o objetivo de apoiar a entrada da Ucrânia na União Aduaneira com a Rússia. Foi, ainda, o fundador do partido pró-Rússia "Plataforma de oposição - pela Vida", banido em junho de 2022.
A agência EFE explica que a proximidade do oligarca ao líder russo se deve a anos de ligação ao Kremlin, a partir da Ucrânia, e aos laços familiares, uma vez que Putin é padrinho de uma das suas filhas.
(com agências)
(com agências)