ONU considera que vídeo de soldado ucraniano executado pode ser autêntico

O vídeo de um soldado ucraniano aparentemente executado após gritar "Glória à Ucrânia", que se tornou viral nas redes sociais, "parece ser autêntico", declarou esta quarta-feira o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

RTP /
Maria Senovilla - EPA

"Estamos cientes deste vídeo publicado nas redes sociais que mostra um soldado ucraniano, fora de combate, aparentemente executado pelas Forças Armadas russas. Com base numa análise preliminar, pensamos que o vídeo parece ser autêntico", disse um porta-voz do Alto Comissariado à France Press.

No vídeo, que dura 12 segundos, aparece um homem de farda militar, mas desarmado, a fumar um cigarro. Um homem, que não aparece no vídeo, diz em russo para outro camarada: "filma-o".

“Glória à Ucrânia!”, gritou o soldado ucraniano, que imediatamente foi atingido por uma rajada de tiros. O homem atrás da câmara diz: "Morre, desgraçado".

Segundo o porta-voz da ONU, “desde que o ataque armado da Rússia à Ucrânia começou, há mais de um ano, foram documentadas inúmeras violações de direitos humanos contra prisioneiros de guerra, incluindo casos de execução sumária de presos de guerra ucranianos e russos”.

“Devem ser realizadas investigações imparciais e eficazes sobre todas estas alegações e os responsáveis devem ser responsabilizados”.

O vídeo tornou-se viral nas redes sociais na segunda-feira, com muitas publicações, fotos e desenhos em homenagem à coragem e ao patriotismo do soldado. As imagens são chocantes.


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu encontrar “os assassinos”. E o Exército ucraniano já prometeu vingar o seu soldado.


"Segundo dados preliminares, [o soldado morto] é o militar da 30.ª brigada mecanizada Tymofiy Mykolayovych Shadura", revelou na terça-feira o Exército ucraniano na rede social Telegram.

O porta-voz da Brigada, Anatoly Iavorsky, afirmou à AFP que o soldado, de 41 anos natural da região de Jitomir, foi mobilizado em dezembro e estava desaparecido desde 3 de fevereiro na região de Bakhmut.

O corpo do soldado encontra-se em território ocupado e a sua identificação definitiva só será possível após a sua recuperação e perícia, disse o Exército ucraniano.

c/agências
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