PM eslovaco anuncia suspensão do fornecimento de energia elétrica de emergência

PM eslovaco anuncia suspensão do fornecimento de energia elétrica de emergência

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, anunciou hoje a suspensão do fornecimento de energia elétrica de emergência à Ucrânia, devido à interrupção do abastecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano.

Lusa /

"Tendo em conta a gravidade da situação e o estado de emergência petrolífera decretado na Eslováquia, vemo-nos obrigados a aplicar imediatamente esta primeira medida de reciprocidade", declarou Robert Fico numa mensagem vídeo divulgada na rede social Facebook e enviada à comunicação social.

"A suspensão [do fornecimento de energia elétrica à Ucrânia] será levantada assim que o trânsito de petróleo para a Eslováquia for restabelecido. Em caso contrário, tomaremos outras medidas recíprocas", acrescentou.

Fico ameaçou também reconsiderar as suas "posições até agora construtivas sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia", se a Ucrânia "continuar a prejudicar os interesses" da Eslováquia.

Após o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022, a União Europeia (UE) impôs uma proibição à maior parte das importações de petróleo proveniente da Rússia.

No entanto, o oleoduto Druzhba ("amizade" em russo) foi temporariamente excluído da proibição, para permitir aos países da Europa Central encontrarem soluções alternativas.

A Hungria e a Eslováquia continuam, porém, a importar petróleo russo através daquele oleoduto, que já foi diversas vezes alvo de ataques aéreos ucranianos.

Segundo Kiev, o oleoduto Druzhba foi danificado a 27 de janeiro por ataques aéreos russos. Mas, de acordo com a Eslováquia e a Hungria, foram realizadas as reparações necessárias, e a Ucrânia está deliberadamente a bloquear o abastecimento de petróleo para "exercer chantagem" sobre a Hungria, que se opõe à sua adesão à UE.

Hoje, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, vetou o 20.º pacote de sanções europeias impostas à Rússia desde a invasão da Ucrânia, invocando como argumento a situação do oleoduto Druzhba.

Anunciou ainda a intenção de bloquear, pelos mesmos motivos, a aprovação de um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, a um dia de se completarem quatro anos da agressão russa ao país vizinho.

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