Rússia alarga sanções a representantes da UE incluindo eurodeputados
A Rússia alargou a lista de representantes da União Europeia (UE) proibidos de entrar no país, em retaliação pelas sanções aprovadas em julho devido à invasão da Ucrânia, anunciou hoje a diplomacia russa.
"A UE mantém a política de medidas restritivas unilaterais, ilegais à luz do Direito internacional", denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia num comunicado citado pela agência espanhola EP.
Em resposta, Moscovo "expandiu significativamente" a lista de interdição de viajar devido à "política antirrussa" de Bruxelas.
A lista inclui pessoas "implicadas na tomada de decisões sobre a entrega de assistência material ao regime de Kiev" e em "atividades destinadas a minar a integridade territorial da Rússia", referiu.
Inclui também os "responsáveis pela imposição de sanções antirrussas".
A lista abrange igualmente indivíduos acusados de "prejudicar as relações da Rússia com países terceiros" e de obstruir a navegação marítima a interesses russos.
Pessoas implicadas na "perseguição de cidadãos russos sob falsos pretextos" e na "criação de mecanismos pseudolegais antirrussos no Conselho da Europa" também são visadas.
"Também impusemos medidas restritivas contra `ativistas` que mantêm posições hostis em relação à Rússia", afirmou o ministério.
Precisou que esses ativistas incluem académicos, deputados nacionais e eurodeputados que "votaram a favor de resoluções e projetos de lei antirrussos".
A Rússia ressalvou ainda que o que qualificou como as "políticas destrutivas" de Bruxelas não vão alterar a política externa de Moscovo.
"Qualquer nova ação da União Europeia destinada a ampliar as sanções unilaterais antirrussas continuará a receber a resposta adequada da nossa parte", prometeu o ministério chefia por Serguei Lavrov.
O comunicado divulgado pelo ministério não inclui a lista de visados pelas novas sanções.
Moscovo é alvo de sanções ocidentais desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, sobretudo para tentar diminuir a sua capacidade de financiar o esforço de guerra contra o país vizinho.