Russo detido na Roménia após nova suspeita de sabotagem encomendada por Moscovo

Russo detido na Roménia após nova suspeita de sabotagem encomendada por Moscovo

Um cidadão russo foi preso na Roménia, esta terça-feira, por espionagem de bases militares utilizadas pela NATO. O homem que vivia nesse país está acusado de responder a ordens de Moscovo para fotografar equipamentos e aeronaves ucranianas de carga.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Octav Ganea via Reuters

O serviço de Inteligência de Bucareste (SRI), capital romena, traçou uma operação de detenção, em conjunto com outras agências estrangeiras, e afirma ter travado, com sucesso, uma tentativa de sabotagem, coordenada pela Rússia, a áreas militares “sensíveis”.

“O cidadão russo foi instruído por um intermediário a produzir material fotográfico com alvos de interesse militar estratégico, incluindo aeronaves de carga Antonov ucranianas durante a sua presença em território nacional”, comunicouO suspeito deverá manter-se em prisão preventiva pelos próximos 30 dias, sob a acusação de colocar em risco a segurança nacional.

O homem, de origem russa, estava sob vigilância desde fevereiro deste ano, confirmou o SRI. O suspeito receberia instruções para descobrir informações militares através de mensagens online criptografadas.

Em resposta, a Rússia negou qualquer envolvimento na tentativa de sabotagem.

De acordo com o SRI, as ações do cidadão russo repetem o padrão observado noutros casos semelhantes que têm intensificado uma campanha de sabotagem.

A mais recente operação na Europa ocorreu no aeroporto de Leipzig, na Alemanha, após um ataque falhado com dois drones, que o Governo alemão diz ter tido autoria russa.

Em agosto deste ano, incêndios suspeitos em instalações de defesa da Bulgária, Itália e Estónia foram atribuídos a ameaças de Moscovo.

A polícia eslovaca também afirmou ter impedido um ataque incendiário contra uma fábrica de drones de origem ucraniana e três pessoas suspeitas de estarem “a cumprir ordens” foram detidas.

Já este mês, dois cidadãos búlgaros foram presos por incêndio criminoso contra uma empresa de defesa, em Munique.

Vladimir Putin, no entanto, garantiu, em conversa telefónica com Donald Trump, que o objetivo de pôr fim ao conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, não contempla qualquer intenção agressiva em relação à Europa, explicou o Kremlin.
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